
Preço do feijão carioca quase dobrou entre janeiro e julho de 2026, segundo levantamento da VR | Foto: Sebastião Araújo/Embrapa
16 de agosto de 2026 – O preço médio do feijão carioca subiu 96,8% entre janeiro e julho de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado.
O dado faz parte de levantamento da VR, elaborado com base em notas fiscais de consumidores.
Segundo o estudo, o valor médio do produto passou de R$ 8,46 para R$ 16,64 no período.
Apesar da forte valorização do feijão carioca, o movimento não ocorreu da mesma forma entre todas as variedades.
O feijão preto teve alta de 18,1%, passando de R$ 7,91 para R$ 9,34.
Já o feijão jalo apresentou queda de 28,1%, recuando de R$ 14,67 para R$ 10,55.
O feijão vermelho também ficou mais barato, com queda de 17,6%, de R$ 11,54 para R$ 9,50.
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Entre as demais variedades analisadas, o feijão rajado subiu 3,6%.
O feijão branco avançou 6,8%.
Na direção oposta, os tipos rosinha, bolinha e mulatinho registraram pequenas quedas no período.
De acordo com a VR, a valorização do feijão carioca ficou concentrada principalmente no início de 2026.
Em janeiro, o preço médio chegou a R$ 27,50, contra R$ 8,86 em dezembro de 2025.
Em fevereiro, porém, o valor recuou para R$ 9,59, indicando forte oscilação no mercado.
O feijão preto também apresentou variação expressiva no início do ano.
Em janeiro, o preço médio chegou a R$ 12,78, ante R$ 6,83 em dezembro de 2025.
A oscilação reforça a influência de fatores específicos de oferta e demanda sobre cada variedade.
Na comparação entre julho de 2025 e julho de 2026, o feijão carioca ficou 54,5% mais caro.
O preço passou de R$ 8,24 para R$ 12,73 por pacote de 1 quilo.
O feijão preto teve alta de 35,4%, chegando a R$ 9,03.
O feijão jalo avançou 27,9%, para R$ 14,98, enquanto o rajado subiu 27,1%, para R$ 12,76.
No sentido contrário, o feijão rosinha apresentou a maior queda na comparação anual de julho.
O recuo foi de 41%, com preço médio de R$ 6,99.
O feijão bolinha caiu 28,2%, para R$ 11,46, e o mulatinho teve queda de 10,3%, para R$ 8,60.
Para o diretor-executivo da VR, Cássio Carvalho, os dados mostram que o comportamento do mercado precisa ser analisado de acordo com cada variedade de feijão.
Segundo ele, as diferenças estão relacionadas às condições específicas de oferta e demanda de cada tipo.
A avaliação indica que não há um movimento único para todos os produtos da categoria.
O estudo foi elaborado a partir de notas fiscais enviadas por usuários do SuperApp VR.
A empresa utiliza inteligência artificial para identificar os produtos comercializados, com base nos códigos da Nomenclatura Comum do Mercosul.
Os valores representam o preço médio por embalagem dentro de cada categoria.
A comparação considera produtos da mesma classificação, já que os feijões carioca e preto são vendidos predominantemente em embalagens de 1 quilo, enquanto outras variedades costumam ser comercializadas em pacotes de 500 gramas.
A alta do feijão carioca chama atenção por atingir um alimento tradicional na mesa dos brasileiros.
A variação expressiva reforça a importância de acompanhar preços, comparar marcas e observar alternativas de consumo.
O comportamento diferente entre as variedades também pode influenciar escolhas do consumidor nos supermercados.
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