

Anvisa aprovou o registro de cinco novos medicamentos injetáveis à base de semaglutida para tratamento do diabetes tipo 2. |Foto: Divulgação/Anvisa
29 de julho de 2026 – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta quarta-feira (29), o registro de cinco novos medicamentos injetáveis à base de semaglutida produzida por via sintética. Os produtos foram autorizados para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2 insuficientemente controlada e poderão ser utilizados como complemento à dieta e à prática de exercícios físicos, conforme prescrição médica.
A análise da agência teve como referência o medicamento Ozempic, utilizado no tratamento do diabetes e também, sob indicação médica, no controle do peso.
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Os cinco medicamentos registrados pela Anvisa são:
Os fabricantes responsáveis são:
Todos os medicamentos foram aprovados na concentração de 1,34 mg/mL e serão disponibilizados em apresentações com sistema de aplicação de 1,5 mL acompanhado de seis agulhas ou 3 mL com quatro agulhas.
As empresas serão responsáveis pela fabricação e distribuição dos produtos para o mercado brasileiro.
Segundo a Anvisa, o pedido de priorização da análise foi feito pelo Ministério da Saúde com o objetivo de fortalecer o abastecimento do mercado farmacêutico nacional e beneficiar o Sistema Único de Saúde (SUS).
A primeira caneta com semaglutida produzida por via sintética foi aprovada pela agência em maio deste ano.
Até o momento, a Anvisa informou que não há previsão para o início da comercialização das novas canetas nas farmácias.
Os medicamentos conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras” pertencem à classe dos agonistas do receptor de GLP-1. Eles começaram a ser introduzidos no Brasil em 2010 para o tratamento do diabetes e, posteriormente, passaram a ser utilizados também no controle do peso, sempre mediante indicação médica.
A semaglutida é uma versão sintética do hormônio natural GLP-1, produzido pelo intestino. O composto estimula a produção de insulina, ajuda a controlar os níveis de açúcar no sangue e promove maior sensação de saciedade.
Com a ampliação do uso desses medicamentos, em agosto de 2025, os fármacos à base de semaglutida e liraglutida passaram a ser priorizados em iniciativas voltadas ao abastecimento do SUS.
A agência também ressaltou que a retatrutida, outro princípio ativo sintético frequentemente citado em estudos científicos, ainda está em fase de testes clínicos e não possui autorização para comercialização em nenhum país.
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