
Dor, peso nas pernas e hematomas frequentes podem ser sinais de lipedema, doença que afeta milhões de mulheres e ainda é pouco diagnosticada. | Foto: Reprodução/Redes Sociais
02 de julho de 2026 – Dor constante nas pernas, sensação de peso, hematomas frequentes e dificuldade para reduzir gordura localizada podem ser sinais de lipedema, uma doença crônica e progressiva que afeta cerca de uma em cada dez mulheres. Apesar da alta incidência, a condição ainda é pouco conhecida e frequentemente confundida com obesidade.
Nos últimos anos, a busca por diagnóstico tem crescido no Brasil, impulsionada pelo aumento da conscientização sobre a doença. Muitas mulheres passam anos tentando emagrecer com dietas e exercícios físicos sem sucesso, acreditando que a dificuldade em perder gordura nas pernas é consequência apenas do excesso de peso.
Segundo o angiologista e cirurgião vascular Dr. Victor Hugo, um dos principais sintomas é a dor.
“A principal queixa da paciente com lipedema é a dor e o peso nas pernas, acompanhados de uma frustração profunda, pois aquela gordura específica não responde às mudanças de estilo de vida como a gordura convencional”, explica.
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Embora ambas as condições envolvam acúmulo de gordura corporal, o lipedema possui características próprias.
Enquanto a obesidade provoca aumento generalizado da gordura no corpo, o lipedema concentra o acúmulo principalmente entre o quadril e os tornozelos, podendo também atingir os braços. Tronco, mãos e pés costumam permanecer preservados.
Além disso, a gordura associada ao lipedema apresenta inflamação e alterações fibróticas, tornando-se dolorosa e resistente às estratégias tradicionais de emagrecimento.
Os especialistas orientam que mulheres fiquem atentas a alguns sintomas característicos da doença:
Sem tratamento, o lipedema pode evoluir e comprometer a mobilidade, além de afetar o sistema linfático, quadro conhecido como lipolinfedema.
Por isso, mulheres que apresentam sintomas compatíveis devem procurar avaliação médica, preferencialmente com um angiologista, cirurgião vascular ou profissional especializado em doenças linfáticas e venosas.
“O diagnóstico precoce muda a história da doença. Hoje, temos uma variedade de tratamentos que envolve desde terapia compressiva, dieta anti-inflamatória, fisioterapia complexa até a cirurgia de lipoaspiração focada na remoção dessa gordura doente. O mais importante é que a paciente entenda que a culpa não é dela e que existe tratamento”, destaca o Dr. Victor Hugo.
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