

Gabriel Bortoleto avalia diferenças de desempenho entre equipes da Fórmula 1 e reforça confiança no projeto da Audi | Foto: Rudy Carezzevoli/Getty Images
05 de junho de 2026 – Gabriel Bortoleto vive sua temporada de estreia na Fórmula 1 com a Audi em um cenário de aprendizado, desenvolvimento e construção de futuro. Em entrevista ao ge, em Monte Carlo, o piloto brasileiro analisou as diferenças de desempenho entre as equipes, comentou o bom momento de Kimi Antonelli na Mercedes e destacou que, embora o carro tenha peso decisivo na categoria, o talento do piloto ainda faz diferença.
Bortoleto e Antonelli dividiram momentos importantes nas categorias de base e também se encontraram na pista no GP de Mônaco. Na primeira volta da prova, o brasileiro conseguiu ultrapassar o italiano, mas os dois se tocaram na entrada do túnel. Bortoleto levou a pior, caiu para a última posição e terminou a corrida em 14º lugar. Antonelli ficou em 18º.
>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ <<<

Um ano depois, os dois pilotos vivem momentos distintos na Fórmula 1. Antonelli, com a Mercedes, vem de quatro vitórias consecutivas e lidera o campeonato, impulsionado pelo bom desempenho do chassi e do motor da equipe alemã. Já Bortoleto segue em busca de pontos com a Audi, que faz sua estreia na categoria após adquirir a Sauber.
Mesmo diante da diferença de rendimento entre as equipes, o brasileiro afirma encarar a situação com naturalidade.
“Este tipo de situação é supercomum na F1. A gente vê piloto mudando de uma equipe e ganhando corrida, e no ano seguinte está numa outra equipe e está andando lá atrás. Tem piloto que sai de uma equipe lá de trás e vai lá para frente porque tem um carro melhor. Isso é totalmente normal. Infelizmente, hoje o esporte que a gente vive é mais baseado no carro que a gente tem do que na própria pilotagem. Ainda assim, o piloto faz diferença. Na F3 e na F2, todo mundo tem o mesmo chassi, o mesmo motor. Aqui são montadoras, são equipes com mais de 1.000 ou 1.500 funcionários trabalhando para desenvolver um chassi e um motor”, afirmou.
Campeão da Fórmula 3 em 2023 e da Fórmula 2 em 2024, ambos em seu ano de estreia, Bortoleto chegou à Fórmula 1 com uma trajetória vitoriosa nas categorias de acesso. Agora, mesmo sem disputar as primeiras posições, o brasileiro diz acreditar que está no lugar certo para o atual momento da carreira.
“Tenho certeza absoluta que não tinha um lugar melhor para eu estar como no projeto da Audi. Eles me assumiram como piloto e mostram que eu sou o futuro da equipe, sendo o piloto jovem do time e acreditando no meu potencial. Eu tenho um bom contrato, não tenho nem do que reclamar. Então, tenho tudo nas minhas mãos para desenvolver essa equipe. E daqui dois, três anos a gente fala se realmente isso funcionou”, destacou.
O piloto também ressaltou que os resultados futuros serão determinantes para confirmar a evolução do projeto.
“No final das contas, a gente só vai saber isso quando os resultados chegarem e a gente estiver lutando por títulos. Pelo que eu vejo aqui dentro, pelo todo o trabalho que todo mundo faz, pelos resultados que a gente tem tido internamente, também na pista já de cara, eu acho que eu acertei muito bem no local que eu estou hoje”, disse.
Gabriel Bortoleto já entrou para a história da Audi como o primeiro piloto a marcar pontos pela equipe na Fórmula 1. O feito aconteceu na prova de estreia do time, no circuito de Albert Park, na Austrália, quando o brasileiro terminou em nono lugar.
Desde então, Bortoleto e Nico Hulkenberg chegaram perto do top 10 em outras etapas, mas ainda não conseguiram repetir o resultado. Mesmo assim, o brasileiro mantém confiança na evolução da equipe ao longo da temporada.
“A Audi, no primeiro ano, já começar no top 10, significa que já temos coisas bem feitas neste momento. E daqui para frente a gente só espera evolução. Agora, tem que ter paciência, tem que esperar, é uma equipe nova. Quando a gente coloca um resultado como a gente colocou de cara na Austrália, marcando pontos, indo para o Q3, é normal aumentar expectativas. Mas, realisticamente, a gente é uma equipe que está como a sexta ou sétima força em questão de velocidade”, avaliou.
Bortoleto reconhece que a Audi ainda precisa evoluir para brigar de forma consistente com as principais equipes do grid. Segundo ele, o time disputa posição com escuderias como Haas e Racing Bulls, enquanto a Alpine aparece ligeiramente à frente neste momento.
“A Alpine está um pouco na frente nesse momento, a gente compete ali com a Haas e a Racing Bulls. Eu vou continuar dando o meu máximo, acho que tem sim como somar ponto quase todo final de semana, a gente só tem que começar a encaixar algumas coisas que não têm sido muito boas, como a largada, mas a gente sabe que não é uma solução imediata”, afirmou.
A temporada de estreia de Bortoleto na Fórmula 1 é marcada pela adaptação a uma nova realidade técnica e competitiva. Diferentemente das categorias de base, onde os carros são mais equilibrados, a F1 depende diretamente da capacidade de desenvolvimento das equipes.
Mesmo assim, o brasileiro vê espaço para crescimento e acredita que a paciência será fundamental para transformar o projeto da Audi em uma equipe competitiva nos próximos anos.
Leia também | Michele Andrade anima festa de Santo Antônio
Tags: Portal Terra Da Luz, Gabriel Bortoleto, Bortoleto, Fórmula 1, F1, Audi, Sauber, Kimi Antonelli, Mercedes, GP de Mônaco, Monte Carlo, automobilismo, Fórmula 1 2026, Nico Hulkenberg, Alpine, Haas, Racing Bulls, Albert Park, GP da Austrália, F2, Fórmula 2, F3, Fórmula 3, piloto brasileiro, esporte brasileiro, automobilismo brasileiro, grid da Fórmula 1, chassi, motor, Mercedes F1, Audi F1, Sauber Audi, ge, Rodrigo França, esportes, notícias do esporte