

Economia brasileira cresce 1,1% no primeiro trimestre de 2026, impulsionada pela agropecuária, pelo consumo das famílias e pelos investimentos | Foto: Grupo Wink
29 de maio de 2026 – O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em valores correntes, a economia brasileira movimentou R$ 3,3 trilhões no período.
O resultado representa uma aceleração em relação aos últimos três meses de 2025, quando a economia havia avançado 0,3%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o crescimento foi de 1,8%. Já no acumulado dos últimos quatro trimestres, a alta chegou a 2%.
>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ <<<
O principal destaque do primeiro trimestre foi a agropecuária, que avançou 2% nos três primeiros meses do ano. O desempenho foi impulsionado pelo aumento da produção e da produtividade, favorecidos por melhores condições climáticas e pela expansão da área plantada, especialmente de soja.
Os demais grandes setores da economia também registraram resultado positivo. A indústria cresceu 1%, enquanto os serviços avançaram 0,5%.
Na indústria, os destaques foram a extração mineral, com alta de 3,6%, e a construção, que cresceu 2,9%. Já o segmento de eletricidade, gás, água, esgoto e gestão de resíduos teve recuo de 0,3%. A indústria de transformação ficou praticamente estável, com avanço de 0,1%.
“Levando-se em conta seus pesos no PIB, as atividades que mais contribuíram para o crescimento foram a agropecuária, a extrativa mineral e as outras atividades de serviços”, afirmou o coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Ricardo Montes de Moraes.
O setor de serviços, responsável por cerca de 70% da economia brasileira, também contribuiu para o avanço do PIB. Entre os destaques positivos estão as atividades de informação e comunicação, que cresceram 2,4%, e as atividades imobiliárias, com alta de 1,2%.
Também houve crescimento em outras atividades de serviços, com avanço de 0,8%; comércio, com 0,6%; e administração pública, defesa, saúde, educação e seguridade social, com 0,4%.
Entre os principais componentes do PIB no primeiro trimestre, os serviços cresceram 0,5%, a indústria avançou 1%, a agropecuária subiu 2%, o consumo das famílias aumentou 1%, o consumo do governo teve alta de 0,4% e os investimentos avançaram 3,5%. Já as exportações recuaram 1,7%, enquanto as importações cresceram 4,4%.
Pela ótica da demanda, o principal destaque foi o consumo das famílias, que cresceu 1% no primeiro trimestre, em ritmo semelhante ao do PIB. O resultado também mostra aceleração em relação aos três meses anteriores, quando o avanço havia sido de 0,2%, e ao primeiro trimestre de 2025, quando o crescimento foi de 0,3%.
“Ele é o agregado com mais peso na ótica da demanda e contribuiu para o maior crescimento da economia neste trimestre”, afirmou Ricardo Montes de Moraes. Segundo o coordenador do IBGE, o consumo das famílias representa 63,4% do PIB.
Ainda conforme Moraes, o resultado reflete a maior oferta de crédito e o crescimento da massa salarial real, especialmente na comparação com o mesmo trimestre de 2025.
“Mesmo com o aumento dos juros no período, o crédito às famílias teve variação nominal de 12%, o que, assim como a massa salarial, contribuiu para o aumento do consumo”, disse o especialista.
Os investimentos no País, medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), cresceram 3,5% no primeiro trimestre de 2026. Com o resultado, o indicador voltou ao patamar registrado no terceiro trimestre do ano passado.
“Mesmo com um peso bem menor que o do consumo, ele também teve uma contribuição significativa para o crescimento”, comentou Moraes.
O consumo do governo cresceu 0,4% no período. No setor externo, as exportações recuaram 1,7%, enquanto as importações avançaram 4,4%.
Leia também | Nave da Blue Origin explode em teste na Flórida
Tags: Portal Terra Da Luz, PIB, Produto Interno Bruto, economia brasileira, Brasil, IBGE, crescimento econômico, primeiro trimestre de 2026, agropecuária, indústria, serviços, consumo das famílias, investimentos, Formação Bruta de Capital Fixo, FBCF, exportações, importações, massa salarial, crédito, juros, Selic, construção civil, extração mineral, atividades imobiliárias, informação e comunicação, comércio, economia, mercado, desenvolvimento econômico, contas nacionais, Ricardo Montes de Moraes, produção agrícola, produtividade, soja, renda, governo, conjuntura econômica