

Fim da “taxa das blusinhas” deve gerar renúncia fiscal de R$ 1,94 bilhão em 2026 e muda cobrança sobre compras internacionais de até US$ 50 | Foto: Banco de imagens/Pexels/Negative Space
15 de maio de 2026 – O fim da chamada “taxa das blusinhas” deve gerar uma renúncia fiscal de R$ 1,94 bilhão em 2026, segundo estimativa do governo federal. O imposto incidia sobre compras internacionais de até US$ 50 feitas por pessoas físicas em plataformas estrangeiras.
Somente nos primeiros quatro meses deste ano, a Receita Federal arrecadou mais de R$ 1,85 bilhão com a tributação de compras internacionais. Os dados enviados ao CNN Money compreendem o período de 1º de janeiro a 8 de maio.
De janeiro a abril de 2025, a Receita Federal havia arrecadado R$ 1,43 bilhão com a cobrança do imposto de importação sobre compras internacionais. Em 2026, a arrecadação nos primeiros meses superou esse patamar, antes do anúncio do fim da cobrança federal sobre remessas de menor valor.
A renúncia fiscal ocorre em um momento de atenção às contas públicas. A equipe econômica projeta superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 e de 0,5% do PIB em 2027.
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Para 2027, o Ministério da Fazenda projeta impacto orçamentário de R$ 3,54 bilhões com o fim da taxa. Até 2028, a renúncia fiscal total pode chegar a quase R$ 10 bilhões, considerando os efeitos acumulados da medida.
A mudança altera a cobrança sobre produtos estrangeiros comprados em sites internacionais por pessoas físicas. Com a nova regra, o imposto de importação de 20%, que estava em vigor para compras de até US$ 50, será zerado.
Com o fim da “taxa das blusinhas”, não haverá mais incidência de tributo federal sobre compras internacionais de até US$ 50 feitas por pessoas físicas. A isenção, no entanto, não elimina todos os custos tributários da operação.
Continuará sendo cobrado o ICMS estadual, imposto sobre circulação de mercadorias e serviços. A alíquota permanece em 17% para itens importados.
Já as compras acima de US$ 50 continuam sujeitas ao imposto de importação de 60%, conforme as regras atuais.
Com a mudança, plataformas internacionais de comércio eletrônico, como Shein, Shopee e AliExpress, retiraram a cobrança da taxa federal sobre produtos enquadrados na nova regra.
A medida tem impacto direto sobre consumidores que compram itens de menor valor em sites estrangeiros, especialmente nos segmentos de vestuário, acessórios, eletrônicos, utilidades domésticas e produtos de baixo custo.
O fim da taxa reacende o debate entre alívio ao consumidor, competitividade do varejo nacional e impacto sobre a arrecadação federal.
De um lado, consumidores tendem a sentir redução no custo final de compras internacionais de menor valor. De outro, representantes do comércio nacional costumam defender regras que evitem desequilíbrios competitivos entre empresas brasileiras e plataformas estrangeiras.
A medida também amplia a pressão sobre a equipe econômica, que precisará compensar a perda de arrecadação em um cenário de metas fiscais e busca por equilíbrio nas contas públicas.
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