

Empreendimento habitacional em área urbana simboliza o crescimento do mercado imobiliário impulsionado pelo Minha Casa, Minha Vida em 2025 | Foto: reprodução
22 de fevereiro de 2026 – O mercado imobiliário brasileiro encerrou 2025 com resultados históricos em lançamentos, vendas e oferta de imóveis, mesmo diante de um cenário de juros elevados. O desempenho foi impulsionado, sobretudo, pelo programa Minha Casa, Minha Vida, que se consolidou como o principal motor do setor ao longo do ano.
Dados divulgados pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) apontam que, em 2025, foram lançadas 453.005 unidades residenciais, alta de 10,6% em relação a 2024. As vendas somaram 426.260 unidades, crescimento de 5,4% no mesmo período.
Em valores, o setor registrou um Valor Geral de Lançamentos (VGL) de R$ 292,3 bilhões e um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 264,2 bilhões, confirmando o aquecimento do mercado mesmo com o crédito imobiliário mais caro.
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O Minha Casa, Minha Vida respondeu por 52% dos lançamentos e 49% das vendas no quarto trimestre de 2025, segundo a CBIC. Ao longo do ano, foram lançadas 224.842 unidades dentro do programa, crescimento de 13,5%, enquanto as vendas chegaram a 196.876 unidades, avanço de 15,9%.
O desempenho foi favorecido pelo volume histórico de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que somou R$ 142,3 bilhões em desembolsos em 2025, garantindo fôlego financeiro para novos empreendimentos.
“O programa vai muito bem e tem permitido a expansão dos lançamentos e das vendas em todo o país”, avaliou a CBIC, destacando impacto mais forte nas regiões Sudeste e Norte, onde o Minha Casa, Minha Vida respondeu por mais de metade das vendas no último trimestre.
Além do avanço em lançamentos e vendas, a oferta de imóveis também cresceu. O estoque disponível para comercialização aumentou 8% entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, encerrando o ano com 347.013 unidades.
O último trimestre de 2025 consolidou a tendência de alta, com recordes trimestrais nos principais indicadores: 133.811 unidades lançadas, 109.439 vendidas e VGV de R$ 67,2 bilhões no período. A média diária chegou a 1.215 unidades vendidas no país.
A intenção de compra segue elevada. Pesquisa citada pela CBIC aponta que 50% dos entrevistados pretendem adquirir um imóvel nos próximos 24 meses, reforçando a sustentação da demanda. Apartamentos lideram a preferência, seguidos por casas em rua e em condomínio.
Para 2026, a expectativa do setor é de um ambiente ainda mais favorável, com a possibilidade de início do ciclo de cortes na taxa Selic e redução gradual do custo do crédito imobiliário. A meta do governo federal de contratar 3 milhões de unidades do Minha Casa, Minha Vida até o fim do ano também sinaliza a manutenção de um ritmo elevado de contratações.
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