

Analistas projetam cenário econômico brasileiro com inflação em desaceleração e expectativas de queda nos juros | Foto: Rodrigo Oliveira/Caixa Econômica Federal
02 de fevereiro de 2026 – O mercado financeiro reduziu de 4% para 3,99% a previsão da inflação oficial do país em 2026, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A estimativa consta no boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (2) pelo Banco Central (BC), com base nas projeções de instituições financeiras para os principais indicadores da economia brasileira.
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Esta é a quarta semana consecutiva de redução na estimativa do IPCA para 2026. Com o novo patamar, a inflação projetada permanece dentro do intervalo da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo — entre 1,5% e 4,5%.
Para 2027, o mercado manteve a projeção de inflação em 3,8%. Já para 2028 e 2029, a expectativa é de 3,5% em ambos os anos. O primeiro resultado oficial do IPCA de 2026 será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no próximo dia 10 de fevereiro, com os dados referentes a janeiro.
Em dezembro de 2025, a inflação mensal ficou em 0,33%, impulsionada pelo aumento nos preços das passagens aéreas e dos transportes por aplicativo. Com isso, o IPCA acumulou alta de 4,26% no ano passado.
Para manter a inflação sob controle, o Banco Central utiliza como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente fixada em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Apesar do recuo das expectativas inflacionárias e da cotação do dólar, o colegiado manteve os juros inalterados pela quinta reunião consecutiva.
A Selic está no maior nível desde julho de 2006, quando alcançou 15,25% ao ano. Em comunicado recente, o Copom sinalizou que poderá iniciar o ciclo de queda dos juros na reunião de março, desde que o cenário econômico permaneça estável.
Segundo os analistas consultados no boletim Focus, a taxa básica deve encerrar 2026 em 12,25% ao ano. Para 2027 e 2028, a expectativa é de novas reduções, para 10,5% e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a Selic pode chegar a 9,5% ao ano.
A projeção para o crescimento da economia brasileira em 2026 foi mantida em 1,8%. Para 2027, a estimativa também é de expansão de 1,8%. Já em 2028 e 2029, o mercado financeiro espera crescimento de 2% ao ano.
No terceiro trimestre de 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) avançou 0,1%, resultado considerado de estabilidade pelo IBGE, com destaque para os desempenhos da indústria e da agropecuária. Em 2024, a economia brasileira havia registrado crescimento de 3,4%, o quarto ano consecutivo de alta, com o melhor desempenho desde 2021.
A divulgação oficial do PIB consolidado de 2025 está prevista para o dia 3 de março. Em relação ao câmbio, a previsão é de que o dólar encerre 2026 cotado a R$ 5,50, patamar que deve se manter até o fim de 2027.
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Tags: inflação, IPCA, boletim Focus, Banco Central, economia brasileira, Selic, taxa de juros, política monetária, Conselho Monetário Nacional, PIB, crescimento econômico, mercado financeiro, dólar, câmbio, IBGE, inflação 2026, juros no Brasil, Portal Terra da Luz