

ogadores Raniel, Cueva e Ramires estão entre os jogadores lesados por desvios no FGTS | Fotos: Bruno Santoni / Santos FC; Ivan Storti/Santos FC; Cesar Greco/Palmeiras
13 de novembro de 2025 — A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (13) a 3ª fase da Operação Fake Agents, que apura um esquema de desvios milionários do FGTS de jogadores e treinadores de futebol. A nova etapa da investigação mira bancários da Caixa Econômica Federal suspeitos de facilitar os saques irregulares e a movimentação de valores.
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De acordo com a PF, os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em residências de três bancários localizadas nos bairros da Tijuca, Ramos e Deodoro, além de uma agência da Caixa no Centro do Rio. Os agentes buscam provas da ligação entre os funcionários e a advogada Joana Costa Prado Oliveira, apontada como mentora do esquema, que já havia sido alvo de operações anteriores.
Entre as vítimas do golpe estão Paolo Guerrero, Ramires, Raniel, Cueva, Titi, João Rojas e Obina, além do comentarista Paulo Roberto Falcão e do técnico Luiz Felipe Scolari (Felipão). A PF estima que os desvios tenham alcançado R$ 7,7 milhões entre 2022 e 2024.
A advogada Joana Costa teve a carteira da OAB suspensa em setembro após decisão do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-RJ. Ela é investigada por falsificação de documentos públicos, estelionato e associação criminosa.
As investigações apontam que Joana Prado atuava em duas frentes. Em alguns casos, representava atletas e treinadores em ações trabalhistas, recebendo valores de FGTS ou indenizações que nunca eram repassados aos clientes. Em outros, usava indevidamente dados e documentos de jogadores, com o apoio de funcionários da Caixa, para abrir contas falsas e sacar recursos sem autorização das vítimas.
O técnico Oswaldo de Oliveira relatou ter sido um dos lesados, com prejuízo de cerca de R$ 3 milhões referentes a ações contra Corinthians e Fluminense. Documentos apresentados à Justiça indicam que Joana chegou a assinar um acordo em 2024, reconhecendo a retenção dos valores e prometendo devolvê-los — o que, segundo o treinador, nunca ocorreu.
A PF acredita que a advogada usava sua influência no meio esportivo, conquistada por 12 anos de atuação como diretora jurídica do Botafogo e integrante do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio, para ganhar a confiança de atletas e acessar documentos sigilosos.
A defesa de Joana Prado divulgou nota afirmando que a advogada é inocente e que sua suspensão pela OAB foi “arbitrária”. Segundo o comunicado, todas as medidas jurídicas cabíveis foram adotadas, incluindo recursos contra a decisão disciplinar. A nota reforça a “confiança na restauração da justiça” e o compromisso da advogada com “a ética e a legalidade no exercício profissional”.
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