

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos | Foto: Casa Branca/reprodução
30 de outubro de 2025 — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (29), durante visita à Coreia do Sul, que autorizou o Departamento de Guerra a retomar imediatamente os testes com armas nucleares. A decisão, segundo o republicano, foi motivada pelos recentes avanços nos programas de testes da Rússia e da China, reacendendo preocupações sobre uma nova corrida armamentista global.
De acordo com a agência Reuters, o último experimento nuclear norte-americano ocorreu em 1992. Trump declarou que os Estados Unidos possuem “mais armas nucleares do que qualquer outro país”, destacando que o arsenal foi modernizado durante seu primeiro mandato.
“Devido ao imenso poder destrutivo, odiei fazer isso, mas não tive escolha. A Rússia está em segundo lugar e a China vem logo atrás, mas estará em pé de igualdade dentro de cinco anos”, afirmou o presidente em uma publicação na rede Truth Social.
Segundo Trump, os testes devem começar “imediatamente” para garantir “igualdade de condições” com os demais países que estão conduzindo experimentos atômicos.
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O anúncio norte-americano ocorreu poucos dias após o presidente Vladimir Putin divulgar o sucesso de um teste com o super torpedo nuclear Poseidon, um artefato capaz de gerar ondas radioativas e tornar cidades costeiras inabitáveis. “Poseidon é único em sua velocidade e profundidade de movimento. Não pode ser interceptado”, disse Putin.
No domingo (26), a Rússia também havia testado o míssil nuclear Burevestnik, considerado “invencível” pelo governo russo. Em resposta, Trump advertiu que os Estados Unidos mantêm um submarino nuclear posicionado na costa da Rússia.
O crescimento acelerado do arsenal chinês também preocupa Washington. Segundo estimativas, o país asiático dobrou seu número de ogivas nucleares de 300 em 2020 para cerca de 600 em 2025, com previsão de ultrapassar mil armas até 2030. Um desfile militar em setembro exibiu cinco tipos de mísseis com capacidade para atingir o território norte-americano.
Analistas apontam que a retomada dos testes poderá aumentar a tensão entre potências nucleares e ameaçar acordos internacionais de não proliferação. Segundo a Reuters, testes como esses servem para verificar a eficácia de armas antigas e avaliar o potencial de novas ogivas, mas também têm forte simbolismo geopolítico, sendo vistos como demonstrações de poder estratégico.
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