

Lula propõe que combate à pobreza seja política de Estado | Foto: Ricardo Stuckert/PR
13 de outubro de 2025 — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta segunda-feira (13), durante a abertura do Fórum Mundial da Alimentação, em Roma, que os pobres sejam colocados no orçamento público dos países. Segundo o presidente, a medida não deve ser vista como assistencialismo, mas como um compromisso permanente de Estado.
“É preciso colocar os pobres no orçamento e transformar esse objetivo em política de Estado, para evitar que avanços fiquem à mercê de crises ou marés políticas”, afirmou Lula.
O presidente destacou que até mesmo países com orçamentos limitados precisam fazer essa escolha. Durante seu discurso, Lula também comemorou o anúncio da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), confirmando que o Brasil voltou a sair do Mapa da Fome.
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Lula ressaltou que, em 2024, 30 milhões de brasileiros voltaram a ter acesso regular à alimentação, alcançando o menor índice de insegurança alimentar grave da história.
“Trinta milhões de pessoas começaram a almoçar, jantar e tomar café. Em 2024, alcançamos a menor proporção de domicílios em situação de insegurança alimentar grave da nossa história”, destacou o presidente.
Ele também citou a queda no número de domicílios com crianças menores de 5 anos em situação de insegurança alimentar, reforçando que o Brasil “está interrompendo o ciclo de exclusão”.
Para Lula, “um país soberano é um país capaz de alimentar o seu povo”. O presidente defendeu que a fome é inimiga da democracia e que a superação do problema depende de ação governamental estruturada.
O chefe do Executivo brasileiro também propôs medidas econômicas internacionais para fortalecer o combate à fome. Ele defendeu a ampliação do financiamento ao desenvolvimento, a redução de custos de empréstimos e o alívio da dívida de países mais pobres.
“Não basta produzir. É preciso distribuir. Poucas iniciativas contribuiriam tanto para a segurança alimentar quanto uma reforma da arquitetura financeira internacional que direcionasse recursos para quem mais precisa”, afirmou.
Lula ainda destacou o paradoxo vivido pela América Latina e o Caribe, que são “celeiro do mundo”, mas convivem com a fome, e alertou para o avanço da insegurança alimentar na África, mesmo com o crescimento econômico do continente.

Mais cedo, Lula se reuniu com o papa Leão XIV e elogiou a primeira Exortação Apostólica Dilexi Te, documento que reforça a importância do amor pelos mais pobres.
“Parabenizei o santo padre pela Exortação Apostólica Dilexi Te e sua mensagem de que não podemos separar a fé do amor pelos mais pobres. Disse a ele que precisamos criar um amplo movimento de indignação contra a desigualdade”, escreveu Lula nas redes sociais.
O presidente afirmou que o documento do pontífice “é uma referência que precisa ser lida e praticada por todos”.
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Tags: Lula, Roma, Fórum Mundial da Alimentação, FAO, fome, pobreza, desigualdade social, Brasil, ONU, segurança alimentar, papa Leão XIV, Dilexi Te, Vaticano, América Latina, África, política internacional, orçamento público, Luiz Inácio Lula da Silva