

A chikungunya, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, costuma provocar febre alta e dores intensas nas articulações | Foto: Frame EBC
30 de setembro de 2025 – Uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) revelou que o vírus da chikungunya pode deixar sequelas importantes em crianças e adolescentes. O estudo acompanhou 348 indivíduos entre 2 e 17 anos, no município de Simões Filho, região metropolitana de Salvador, durante quatro anos, e constatou que a maioria das infecções foi sintomática.
A chikungunya, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, costuma provocar febre alta e dores intensas nas articulações. Enquanto os efeitos em adultos já são bem documentados, pouco se sabia sobre o impacto em crianças e adolescentes.
Na pesquisa, os participantes foram monitorados com coletas periódicas de sangue e consultas médicas regulares. Foram aplicados testes de RT-PCR, sorologia (Elisa) e ensaios de neutralização viral para detectar a presença e eficácia dos anticorpos.
De acordo com a coordenadora do estudo, a pesquisadora Viviane Boaventura, da Fiocruz Bahia, os casos suspeitos tiveram sintomas e sinais registrados detalhadamente para medir a intensidade e a duração da resposta imunológica.
>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ <<<
Entre os 311 jovens que completaram o acompanhamento:
O levantamento também mostrou que, apesar de surtos locais, apenas 20% dos participantes foram expostos ao vírus, o que reforça a necessidade de estratégias de prevenção mais eficazes para a população pediátrica.
Segundo os pesquisadores, a doença pode comprometer a qualidade de vida de crianças e adolescentes, deixando sequelas como dores prolongadas nas articulações. A Fiocruz destacou ainda a importância de políticas públicas de prevenção, já que esse grupo pode estar mais vulnerável a surtos e complicações.
Leia também | Força-tarefa apreende 117 garrafas de bebida sem procedência em São Paulo
Tags: chikungunya, Fiocruz, saúde infantil, adolescentes, vírus, Aedes aegypti, doenças tropicais, prevenção, saúde pública, artralgia crônica