

Desemprego atinge menor patamar desde o início da série histórica do IBGE | Foto: Agência Brasil
31 de julho de 2025 – A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,8% no segundo trimestre de 2025, o menor índice já registrado na série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado representa uma queda significativa em relação ao primeiro trimestre do ano, quando o índice estava em 7%. Em comparação ao mesmo período de 2024, a taxa também apresenta recuo, já que naquela ocasião o desemprego era de 6,9%.
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Entre abril e junho de 2025, o país contabilizou 102,3 milhões de pessoas ocupadas e cerca de 6,3 milhões desocupadas, o que representa uma redução de 17,4% (menos 1,3 milhão) no número de brasileiros em busca de emprego. Ao mesmo tempo, a quantidade de pessoas trabalhando cresceu 1,8% em relação ao trimestre anterior.
O destaque vai para o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, que chegou a 39 milhões de pessoas, o maior já registrado. Os trabalhadores sem carteira também aumentaram, totalizando 13,5 milhões (alta de 2,6%).
Esta é a primeira divulgação da Pnad com ponderações atualizadas com base nos dados do Censo 2022, o que permite um retrato mais preciso da realidade do mercado de trabalho brasileiro. A pesquisa abrange todas as formas de ocupação — com ou sem carteira assinada, temporária ou por conta própria — e considera como desocupadas apenas as pessoas que estão procurando emprego. A amostra é formada por 211 mil domicílios espalhados por todos os estados e o Distrito Federal.
A taxa de informalidade ficou em 37,8%, a menor desde o segundo trimestre de 2020 (36,6%). A informalidade inclui trabalhadores autônomos, empregadores sem CNPJ e empregados sem carteira. Já o número de desalentados, que são os que desistiram de procurar emprego, caiu para 2,8 milhões, o menor nível desde 2016.
O bom momento do mercado de trabalho também se reflete nos rendimentos. O rendimento médio mensal dos trabalhadores foi de R$ 3.477, o maior valor já registrado. Isso representa um crescimento de 1,1% em relação ao trimestre anterior e de 3,3% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Com o maior número de pessoas ocupadas e salários mais altos, a massa de rendimentos também bateu recorde, alcançando R$ 351,2 bilhões, o que impulsiona o consumo e fortalece a economia nacional. O montante representa um aumento de 5,9% (ou R$ 19,7 bilhões) em comparação ao segundo trimestre de 2024.
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Tags: desemprego, IBGE, Pnad Contínua, mercado de trabalho, emprego formal, carteira assinada, salário médio, informalidade, Censo 2022, economia brasileira