

Setor de autopeças no Brasil projeta impacto limitado com nova tarifa dos EUA | Foto: CNI/José Paulo Lacerda
19 de julho de 2025 – O comércio de peças e acessórios para veículos automotores no Brasil avalia que as novas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros devem atingir mais diretamente as montadoras instaladas no território norte-americano do que o setor nacional.
Segundo Ranieri Leitão, presidente do Sindicato Comércio Varejista de Peças e Acessórios para Veículos (Sincopeças Brasil), o processo de montagem de veículos no Brasil não deverá ser afetado de forma significativa.
“Em nosso entender, o impacto talvez seja maior para as montadoras de veículos instaladas no mercado norte-americano e que se valem de fornecedores brasileiros. Dentro do Brasil, não enxergamos qualquer alteração no processo de montagem dos veículos”, afirmou.
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Leitão destacou que o setor de autopeças no Brasil atua essencialmente para atender ao mercado interno e, por isso, não deve sofrer efeitos diretos do tarifaço. No entanto, ele ponderou que a taxação excessiva pode ser prejudicial. “Qualquer movimento de taxação excessiva é desastroso para os negócios em geral”, completou.
O Sindipeças, entidade que representa os fabricantes de autopeças no Brasil, informou em nota que ainda é preciso aguardar a publicação oficial da legislação estadunidense para entender os detalhes e o alcance da nova medida.
Segundo o sindicato, as fabricantes brasileiras produzem peças específicas para o mercado dos Estados Unidos, o que dificulta a realocação desses itens para outros destinos internacionais.
Dados de 2024 mostram que o Brasil exportou US$ 2,2 bilhões em peças automotivas para os Estados Unidos, enquanto importou US$ 1,3 bilhão. A balança comercial brasileira no setor de autopeças com os EUA apresenta déficit desde 2009.
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Tags: autopeças, comércio exterior, tarifas dos EUA, setor automotivo, montadoras nos EUA, Sincopeças, Sindipeças, exportações brasileiras, economia automotiva, mercado interno