

A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados em dois turnos, em maio de 2026, e encaminhada ao Senado Federal. | Foto: Lula Marques/Agência Brasil
10 de outubro de 2026 – O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou para a próxima quarta-feira (14) a votação, em primeiro turno, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, modelo em que o trabalhador cumpre seis dias de serviço para ter um de descanso.
A PEC 221/2019 prevê a garantia de dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução salarial, além da diminuição da jornada semanal das atuais 44 para 40 horas. O texto também estabelece um período de transição de 14 meses para a implementação das mudanças.
Ao anunciar a votação, Alcolumbre afirmou que cumpre o compromisso de levar a proposta ao plenário “com responsabilidade, diálogo e respeito ao rito regimental”.
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A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados em dois turnos, em maio de 2026, e encaminhada ao Senado Federal. Por se tratar de uma alteração constitucional, o texto precisa receber aprovação em dois turnos nas duas Casas legislativas.
Caso os senadores promovam mudanças no conteúdo da proposta, a matéria deverá retornar à Câmara dos Deputados para nova análise.
No Senado, parlamentares da base governista tentaram avançar com a votação, mas a proposta permaneceu sem chegar ao plenário por alguns meses. Em agosto, Alcolumbre encaminhou o texto à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
No início de setembro, a CCJ aprovou a proposta de mudança na jornada de trabalho. Na ocasião, o presidente do Senado indicou que a votação em plenário ocorreria após as eleições.
A PEC estabelece alterações na organização da jornada de trabalho e nos períodos de descanso dos trabalhadores. Entre os principais pontos previstos estão:
A votação marcada para quarta-feira será realizada em primeiro turno. Para que a mudança entre na Constituição, a PEC precisará ser aprovada em dois turnos no Senado, com o apoio mínimo de três quintos dos senadores em cada votação.
Se aprovada sem alterações em relação ao texto já votado pela Câmara, a proposta poderá seguir para promulgação. Caso haja modificações, será necessária nova apreciação pelos deputados.
O fim da escala 6×1 é tema de debate entre trabalhadores, representantes empresariais e parlamentares, especialmente em relação aos efeitos sobre a qualidade de vida, a produtividade e a organização dos setores econômicos.
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