

Crianças devem permanecer sempre sob supervisão de um adulto em ambientes com água; especialistas afirmam que informação e prevenção são fundamentais para evitar afogamentos. | Foto: Sobrasa/ Divulgação
13 de julho de 2026 – Os afogamentos seguem entre as principais causas de morte de crianças no Brasil e acendem um alerta durante o período de férias escolares, quando aumenta a frequência de atividades em piscinas, rios, lagos e praias. Dados da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa) apontam que, diariamente, quatro crianças morrem vítimas desse tipo de acidente no país.
Entre crianças de 1 a 4 anos, o afogamento é a segunda principal causa de morte. Na faixa etária de 5 a 9 anos, ocupa a terceira posição, enquanto entre jovens de 10 a 24 anos aparece como a quarta principal causa de óbito.
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O presidente da Sobrasa, coronel Fábio Braga, do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro, reforça que o período de férias escolares exige vigilância constante por parte de pais e responsáveis.
“Até 95% dos afogamentos poderiam ser evitados através de educação e informação”, destacou Fábio Braga.
Segundo a entidade, aproximadamente metade dos afogamentos envolvendo crianças acontece dentro do ambiente doméstico. Piscinas, banheiras, vasos sanitários, caixas d’água, máquinas de lavar e reservatórios representam riscos quando não há supervisão adequada.
Entre as principais recomendações estão a presença permanente de um adulto responsável, a instalação de cercas e barreiras de proteção em piscinas, o isolamento de reservatórios de água e o ensino de práticas de segurança aquática desde a infância.
Os dados também mostram que, no Brasil, uma pessoa morre afogada a cada 90 minutos. Quatro em cada dez vítimas têm menos de 29 anos. Ao longo de um ano, são registrados cerca de 5.742 óbitos por afogamento, sendo que aproximadamente dois terços ocorrem em rios, lagos e represas.
Em alusão ao Dia Mundial de Prevenção do Afogamento, celebrado em 25 de julho, a Sobrasa promoverá uma campanha nacional com cerca de 10 mil voluntários. A iniciativa reúne universidades, clubes, instituições públicas e privadas, guarda-vidas e corporações de bombeiros em diversas regiões do país.
Segundo Fábio Braga, o objetivo é conscientizar a população sobre os riscos e incentivar atitudes capazes de salvar vidas.
“A ideia é celebrar a vida e passar à população uma mensagem de alerta sobre o problema dos afogamentos e medidas educativas de prevenção”, afirmou.
A entidade reforça que o afogamento não ocorre por acaso e que informação, vigilância e comportamento seguro continuam sendo as ferramentas mais eficazes para evitar tragédias.
Entre as ações previstas está o projeto Celebrando sua Cidade, que levará palestras, cursos e treinamentos sobre segurança aquática a diferentes estados brasileiros.
Outra iniciativa será o movimento Go Blue – Vista-se de Azul, que prevê a iluminação de monumentos, prédios públicos e pontos turísticos na cor azul em 25 de julho. Entre os locais confirmados estão o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, o Estádio Mané Garrincha, em Brasília, e a Arena Castelão, em Fortaleza.
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