

Ex-presidente Jair Bolsonaro é internado em hospital de Brasília | Fotos: reprodução
14 de março de 2026 – A equipe médica do ex-presidente Jair Bolsonaro informou que o estado de saúde do paciente é estável após a internação por broncopneumonia bacteriana. De acordo com os médicos, ele está consciente, respira sem auxílio de entubação e permanece em tratamento na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star.
Bolsonaro foi levado ao hospital na manhã de sexta-feira (13), após apresentar febre alta, sudorese e calafrios. O quadro clínico levou à decisão de mantê-lo em observação intensiva e iniciar tratamento com antibióticos e medicação intravenosa.
Segundo o cardiologista Leandro Echenique, integrante da equipe médica, o ex-presidente apresentou melhora nas primeiras horas de atendimento, embora ainda esteja longe de um quadro totalmente controlado.
“O desconforto respiratório foi amenizado e ele está conseguindo falar melhor. Nessas primeiras horas de tratamento o quadro estabilizou, mas ainda exige atenção”, explicou o médico.
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O médico Cláudio Birolini, que também acompanha o ex-presidente, afirmou que o estado de saúde é estável, porém o risco de complicações ainda existe.
De acordo com a equipe médica, Bolsonaro deve permanecer na UTI pelo tempo necessário até que os pulmões apresentem melhora significativa. Ainda não há previsão de alta hospitalar.
A expectativa inicial é de que o tratamento se estenda por pelo menos sete dias, período em que o paciente seguirá sob monitoramento constante e recebendo medicamentos intravenosos.
Essa não é a primeira vez que Bolsonaro apresenta problemas de saúde desde que foi preso. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e está detido em uma sala de Estado-Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, em Brasília.
Nos últimos meses, ele já havia passado por atendimentos médicos por episódios de mal-estar, incluindo vômitos, tontura e queda de pressão arterial.
A defesa do ex-presidente chegou a solicitar prisão domiciliar alegando fragilidade em seu estado de saúde, mas o pedido foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Avaliação médica realizada por junta da Polícia Federal do Brasil concluiu que, apesar da necessidade de cuidados médicos, Bolsonaro possui condições de permanecer na unidade prisional.
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