

Senadores avaliam que não há ambiente político para a análise de um novo indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Supremo Tribunal Federal (STF). | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
05 de maio de 2026 – Senadores avaliam que não há ambiente político para a análise de um novo indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Supremo Tribunal Federal (STF). A resistência ocorre após a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, em uma votação considerada histórica e desfavorável ao governo.
Parlamentares próximos ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), indicam que dificilmente um novo nome será apreciado antes das eleições de outubro, diante do cenário de tensão entre Executivo e Legislativo.
Uma eventual exceção, segundo aliados de Alcolumbre, seria a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), considerado o nome preferido para a vaga no STF. No entanto, Pacheco também é apontado como possível candidato ao governo de Minas Gerais, o que pode influenciar sua permanência no cenário político.
Após a derrota de Jorge Messias — rejeitado por 42 votos contrários e 34 favoráveis — integrantes do PT defendem que Lula faça uma nova indicação rapidamente, como forma de pressionar o Senado.
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Nos bastidores, aliados do presidente avaliam que a indicação de uma mulher ao STF poderia gerar maior constrangimento político para uma eventual nova rejeição por parte dos senadores.
O vice-presidente Geraldo Alckmin comentou o episódio e destacou a prerrogativa do Congresso. “Primeiro, quero lamentar a não eleição do Jorge Messias, porque é uma pessoa preparada, jurista com experiência, com espírito público, uma vida dedicada ao serviço público”, afirmou. “Mas, enfim, isso compete ao Congresso Nacional. Eu acho que o presidente Lula está definindo a sua nova indicação”, completou.
Interlocutores indicam que Davi Alcolumbre não demonstra disposição para acelerar o processo neste momento. Mesmo que Lula envie um novo nome, o presidente do Senado pode postergar o encaminhamento à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), responsável pela sabatina.
Senadores também citam o calendário apertado, com a proximidade de eventos como festas juninas, a Copa do Mundo e o período eleitoral, que tende a esvaziar o Congresso.
Por outro lado, parlamentares da base governista avaliam que uma nova indicação pode reforçar o discurso de que o Senado estaria dificultando deliberadamente as ações do Executivo.
A expectativa é que o cenário possa mudar caso haja uma reaproximação entre Lula e Alcolumbre, em um possível acordo político que reorganize a relação entre os Poderes em pleno ano eleitoral.
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