
Documento divulgado pelo The Intercept Brasil aponta Eduardo Bolsonaro como produtor-executivo do filme “Dark Horse”, envolvendo decisões financeiras e captação de recursos para a produção | Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
17 de maio de 2026 – O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) aparece formalmente como um dos responsáveis pela gestão financeira do filme “Dark Horse”, longa-metragem sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A informação consta em um contrato obtido pelo portal The Intercept Brasil e divulgado nesta semana.
Segundo o documento, assinado em janeiro de 2024, Eduardo Bolsonaro e o deputado federal Mario Frias (PL-SP) foram definidos como produtores-executivos da obra ao lado da empresa norte-americana GoUp Entertainment.
O contrato aponta que ambos teriam participação direta em decisões relacionadas ao orçamento, estrutura financeira e captação de recursos para o projeto cinematográfico.
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A divulgação ocorre em meio à repercussão de mensagens e áudios revelados pelo site, nos quais o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece negociando recursos milionários com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, para financiar o filme.
De acordo com o The Intercept Brasil, Vorcaro teria destinado cerca de R$ 61 milhões à produção entre fevereiro e maio de 2025. O montante negociado poderia chegar a R$ 134 milhões.
Parte das conversas divulgadas ocorreu em novembro de 2025, poucos dias antes da prisão de Vorcaro na Operação Compliance Zero e da liquidação extrajudicial do Banco Master.
O documento revelado aponta que Eduardo Bolsonaro atuaria em “considerações estratégicas relacionadas ao financiamento do filme”, além da preparação de materiais voltados a investidores, busca por incentivos fiscais, patrocínios e mecanismos de financiamento.
Na prática, segundo a reportagem, Eduardo Bolsonaro e Mario Frias integrariam a estrutura de tomada de decisões sobre a origem e aplicação dos recursos utilizados na produção.
As informações ganharam relevância após investigadores passarem a analisar o destino de valores ligados ao longa-metragem. A Polícia Federal apura se parte dos recursos associados ao filme teria sido utilizada para custear despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, onde ele reside desde fevereiro de 2025.
Na última quinta-feira (14), Eduardo Bolsonaro negou ter recebido dinheiro oriundo de fundos relacionados à produção do filme.
“A história que recebi dinheiro do fundo de investimento não se sustenta e é tosca. Meu status migratório não permitiria, se isso tivesse acontecido o próprio governo americano me puniria”, afirmou.
Até o momento, não houve manifestação adicional dos demais envolvidos citados na reportagem.
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