

O professor e fundador da Unip João Carlos Di Genio morreu aos 82 anos em SP | Foto: divulgação/UNIP
31 de março de 2026 – O Ministério Público e a Polícia Civil deflagraram uma operação nesta terça-feira (31) contra um grupo suspeito de tentar desviar cerca de R$ 845 milhões do espólio do empresário João Carlos Di Genio, criador do grupo educacional Unip/Objetivo.
Ao todo, nove pessoas são investigadas por crimes como estelionato, falsificação de documentos e fraude processual. A operação cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão em cidades da Grande São Paulo, como Jandira, Guarulhos, Barueri e a capital paulista.
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De acordo com as investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), o grupo teria criado um esquema sofisticado para simular uma dívida milionária.
Segundo o Ministério Público, os suspeitos falsificaram um contrato de compra e venda de imóveis com assinatura atribuída a João Carlos Di Genio. O documento teria sido datado poucos meses antes da morte do empresário, ocorrida em 2022.
Além disso, os investigados teriam recorrido a uma suposta câmara arbitral fictícia para dar aparência legal à cobrança.
As apurações apontam que a entidade utilizada, chamada Fonamsp, funcionava como uma estrutura simulada para validar decisões inexistentes. O procedimento incluía depoimentos de testemunhas fictícias e assinaturas adulteradas.
Com isso, o grupo tentou inserir a cobrança diretamente no processo de inventário, sem o conhecimento da família, criando uma dívida artificial que ultrapassou os R$ 845 milhões após atualizações feitas pelos próprios suspeitos.
Entre os principais investigados estão Luiz Teixeira da Silva Junior e Anani Candido de Lara, apontados como ligados à estrutura do esquema.
As autoridades destacam que o uso de câmaras arbitrais fictícias é uma estratégia recorrente em fraudes, já que simula legalidade para pressionar vítimas e dificultar a identificação do golpe.
As diligências continuam para reunir mais provas e esclarecer a participação de cada investigado no esquema. Até a última atualização, a defesa dos suspeitos não havia sido localizada.
O caso chama atenção pelo alto valor envolvido e pela complexidade do golpe, que envolveu falsificação documental e tentativa de manipulação do sistema judicial.
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