

Pesquisadores realizam monitoramento subaquático em área de costões rochosos no litoral brasileiro | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
21 de abril de 2026 – Um trabalho científico desenvolvido no litoral brasileiro tem contribuído para a preservação dos costões rochosos, ecossistemas essenciais para a biodiversidade marinha e costeira. A iniciativa é conduzida pelo Projeto Costão Rochoso, que atua em regiões como Arraial do Cabo, Cabo Frio e Búzios, no Rio de Janeiro.
A ação envolve mergulhadores e pesquisadores que realizam censos periódicos da vida marinha, identificando espécies e monitorando a saúde dos corais e outros organismos.
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Durante os mergulhos, os cientistas delimitam áreas no fundo do mar para registrar a quantidade e diversidade de peixes, além de observar a coloração dos corais, um importante indicador ambiental.
Segundo a bióloga marinha Juliana Fonseca, cofundadora do projeto, a região apresenta alta diversidade de espécies. “A gente tem pelo menos 200 espécies de peixes. Todas as cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil passam aqui um tempo”, destacou.
Os costões rochosos funcionam como abrigo e fonte de alimento para diversas formas de vida, além de atuarem como berçários naturais para espécies marinhas.
O projeto fornece dados técnicos para órgãos como o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), contribuindo para a definição de regras de pesca, turismo e conservação ambiental.
O coordenador da iniciativa, Moysés Cavichioli Barbosa, ressaltou a importância das informações coletadas. “Tem algumas espécies que o ideal mesmo é ter uma moratória, por exemplo, não pode pescar por dois anos”, explicou.
Entre as espécies monitoradas, há diversas ameaçadas de extinção, como garoupas, raias e tartarugas.
Os pesquisadores também acompanham os efeitos das mudanças climáticas nos ecossistemas costeiros, especialmente nas áreas de entremarés, onde a variação de temperatura é mais intensa.
A bióloga Isis Viana alertou para a frequência de eventos extremos. “São anormais e acontecem com mais frequência por causa das mudanças climáticas, não tem organismos que sobrevivam”, afirmou.
Além da pesquisa, o projeto atua na educação ambiental, promovendo ações com pescadores e comunidades locais. A proposta é conciliar conservação ambiental com atividades econômicas, como pesca artesanal e turismo.
O pescador José Antônio Freitas Batista destacou a importância da preservação. “Se a gente não tivesse essa preservação, acho que nem o turismo a gente teria”, disse.
A iniciativa conta com apoio da Petrobras, que renovou o investimento no projeto até 2030, com recursos destinados à continuidade das pesquisas e ações socioambientais.
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Tags: costões rochosos, biodiversidade marinha, Arraial do Cabo, meio ambiente, sustentabilidade, ICMBio, pesca artesanal, mudanças climáticas, conservação ambiental, Projeto Costão Rochoso, litoral brasileiro, turismo sustentável, ciência, ecossistemas marinhos, Petrobras, Portal Terra Da Luz