

Os Lençois Maranhenses são uma das áreas protegidas no Brasil reconhecida pela Unesco que preserva a biodiversidade e contribui para o equilíbrio climático | Foto: Fernando Donasci/MMA
21 de abril de 2026 – Um relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) reforça a importância dos sítios protegidos para a preservação ambiental e o equilíbrio climático global. Segundo o documento, essas áreas somam mais de 13 milhões de quilômetros quadrados e desempenham papel estratégico na conservação da biodiversidade.
O estudo analisa, pela primeira vez de forma integrada, os Sítios do Patrimônio Mundial, Reservas da Biosfera e Geoparques Mundiais, destacando seus impactos positivos tanto para o meio ambiente quanto para as populações locais.
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De acordo com a Unesco, os sítios protegidos abrigam mais de 60% das espécies mapeadas globalmente, sendo que cerca de 40% delas não existem em nenhum outro lugar do planeta.
Apesar da redução de 73% nas populações de animais selvagens no mundo desde 1970, essas áreas mantiveram relativa estabilidade, demonstrando a eficácia das políticas de conservação.
O diretor-geral da Unesco, Khaled El-Enany, destacou a relevância desses territórios. “Nesses territórios, as comunidades prosperam, o patrimônio da humanidade perdura e a biodiversidade é preservada”, afirmou.
Os sítios da Unesco também desempenham papel fundamental no enfrentamento das mudanças climáticas. Segundo o relatório, essas áreas armazenam cerca de 240 gigatoneladas de carbono, o equivalente a quase duas décadas das emissões globais atuais.
Além disso, as florestas presentes nesses territórios respondem por aproximadamente 15% da absorção anual de carbono no mundo.
Apesar da relevância global, o documento alerta para desafios crescentes. Cerca de 90% dos sítios enfrentam altos níveis de estresse ambiental, e os riscos relacionados ao clima aumentaram 40% na última década.
A projeção indica que mais de um em cada quatro desses locais pode atingir pontos críticos de ruptura até 2050, com impactos irreversíveis, caso não haja ações mais robustas de proteção.
Os sítios protegidos também têm forte relação com comunidades locais e povos indígenas, abrigando cerca de 900 milhões de pessoas e mais de mil línguas ao redor do mundo.
O relatório destaca que essas áreas contribuem para cerca de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) global, reforçando seu papel econômico e social.
A Unesco defende a ampliação de políticas de conservação com base em quatro pilares: restauração de ecossistemas, desenvolvimento sustentável, integração com políticas climáticas e governança inclusiva.
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Tags: Unesco, meio ambiente, biodiversidade, mudanças climáticas, áreas protegidas, patrimônio mundial, sustentabilidade, conservação ambiental, ecossistemas, reservas da biosfera, geoparques, clima global, povos indígenas, natureza, relatório ambiental, Portal Terra Da Luz