

Karina Ferreira da Gama, dona da empresa Go UP Entertainment, responsável pelo filme ‘Dark Horse’ - sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). — Foto: reprodução/redes sociais
24 de agosto de 2026 – A Polícia Federal (PF) terá acesso a elementos reunidos pela Polícia Civil de São Paulo durante busca e apreensão no Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade ligada à produtora do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O compartilhamento do material foi autorizado pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 21 de agosto.
A decisão é sigilosa e foi revelada pelo jornal O Globo.
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Os dados encontrados pela Polícia Civil de São Paulo serão analisados no inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal.
A apuração investiga a suspeita de que emendas parlamentares possam ter abastecido a produção do filme “Dark Horse”.
Segundo a investigação, a PF argumentou ao STF que o Instituto Conhecer Brasil está no centro da apuração sobre emendas.
Em junho, a ONG foi alvo da Operação Wi-Fi, que apura suspeita de fraude em um contrato com a Prefeitura de São Paulo no valor de R$ 108 milhões por ano.
A Polícia Civil de São Paulo investiga se parte dos recursos teria sido desviada para financiar o filme “Dark Horse”.
O Instituto Conhecer Brasil é ligado à empresária Karina Ferreira da Gama, dona da entidade e sócia da produtora Go UP, responsável pela produção.
A Polícia Federal informou que os elementos recolhidos pela Polícia Civil em endereços da ONG, de Karina Ferreira da Gama e de outras empresas podem ajudar a aprofundar e acelerar a investigação.
A ideia é permitir que os investigadores analisem dados de computadores, celulares, documentos contábeis, notas fiscais, comprovantes de pagamentos e registros financeiros.
Também foram liberados dados brutos e relatórios já produzidos sobre as mídias apreendidas.
Ao autorizar o compartilhamento, o ministro Flávio Dino considerou que o pedido e a justificativa da Polícia Federal eram pertinentes.
Segundo a decisão, a solicitação estava de acordo com o entendimento do STF para esse tipo de compartilhamento de informações entre investigações.
Com a autorização, a PF poderá cruzar dados obtidos na apuração conduzida em São Paulo com elementos do inquérito em andamento no Supremo.
O inquérito foi aberto depois que Dino pediu uma apuração da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre emendas destinadas ao Instituto Conhecer Brasil e à Academia Nacional de Cultura (ANC).
As emendas citadas envolvem os deputados Mário Frias, Marcos Pollon e Bia Kicis.
As entidades são apontadas como alegadamente vinculadas a um mesmo núcleo de gestão coordenado por Karina Ferreira da Gama.
A Polícia Federal também está detalhando as relações empresariais de Karina Ferreira da Gama e de suas empresas.
Outro ponto em análise envolve eventuais doações eleitorais relacionadas aos investigados.
A investigação busca identificar possíveis conexões financeiras, empresariais e políticas associadas às entidades e à produção do filme.
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