

O astronauta da Nasa Victor Glover, piloto da Artemis II, e o astronauta da CSA (Agência Espacial Canadense) Jeremy Hansen, no convés de voo do USS John P. Murtha | Foto: Bill Ingalls/NASA via Getty Images
11 de abril de 2026 – A missão Artemis II chegou ao fim com sucesso após o pouso da cápsula Orion no Oceano Pacífico, às 21h07 (horário de Brasília), marcando um novo capítulo na exploração espacial. Após a reentrada na atmosfera terrestre, os quatro astronautas foram resgatados e levados ao navio de recuperação USS John P. Murtha, onde iniciaram os primeiros procedimentos pós-missão.
A viagem de cerca de dez dias exigiu resistência física e mental dos tripulantes, que enfrentaram temperaturas extremas superiores a 2.700ºC durante a reentrada e velocidades superiores a 30 vezes a do som. Apesar disso, os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen apresentaram bom estado de saúde, sendo vistos caminhando e interagindo com as equipes de resgate.
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Logo após o resgate, os astronautas passaram por uma série de exames médicos ainda a bordo do navio. O objetivo é avaliar os impactos da microgravidade no organismo, incluindo possíveis efeitos como desequilíbrio, desorientação e dificuldades motoras.
Além dos exames clínicos, os tripulantes também participam de testes físicos que simulam situações de emergência. Essas atividades ajudam a compreender como o corpo humano reage imediatamente após retornar ao ambiente terrestre.
Após os primeiros atendimentos, a tripulação deve ser transportada de helicóptero até San Diego, nos Estados Unidos. Em seguida, os astronautas poderão seguir para Houston, onde passarão por acompanhamento médico mais detalhado e reencontrarão familiares.
A cápsula Orion também passará por um processo de recuperação, que pode durar entre quatro e seis horas após o pouso, permitindo a coleta de dados importantes para futuras missões.
Especialistas apontam que a readaptação à gravidade terrestre pode causar sintomas como tontura e perda de coordenação, conhecidos como mal de adaptação espacial. No entanto, devido à curta duração da missão, a expectativa é de uma recuperação mais rápida.
Os dados coletados nesta fase serão fundamentais para o avanço do programa Artemis, que pretende levar humanos de volta à Lua nos próximos anos.
As próximas missões já estão previstas. A Artemis III deve aprofundar os testes para o retorno à superfície lunar, enquanto a Artemis IV pode consolidar a presença humana no satélite natural da Terra.
A missão Artemis II também entrou para a história ao registrar a maior distância já percorrida por humanos no espaço, além de permitir a observação do lado oculto da Lua, reforçando o avanço tecnológico e científico da exploração espacial.
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