

Pesquisa aponta que a maioria dos brasileiros possui alguma reserva financeira, mas boa parte não conseguiria manter as despesas por mais de seis meses sem renda. | Foto: Freepik
30 de julho de 2026 – A maior parte dos brasileiros afirma possuir uma reserva financeira para situações de emergência, mas os recursos disponíveis ainda são insuficientes para enfrentar períodos prolongados sem renda. É o que aponta o levantamento Raio X do Investidor Brasileiro 2025, realizado pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), em parceria com o Datafolha.
Segundo a pesquisa, 69% dos entrevistados disseram possuir algum dinheiro reservado para emergências. No entanto, 43% afirmam que esses recursos seriam suficientes por, no máximo, seis meses. Além disso, quase um terço da população ainda não possui qualquer reserva financeira.
O cenário evidencia uma segurança financeira limitada, que pode não ser suficiente para enfrentar situações como desemprego, problemas de saúde ou despesas inesperadas.
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Para especialistas, o desafio não está apenas em guardar dinheiro, mas em administrar os recursos de forma eficiente.
A assessora de investimentos da XP no Ceará, Wanádia Martins, explica que a tradicional poupança já não oferece a mesma proteção financeira de outros períodos.
“Durante muito tempo, a poupança foi vista como porto seguro. Hoje, ela funciona mais como um lugar de passagem do que de proteção. O dinheiro fica parado, rende pouco e perde força com o tempo”, afirma.
Segundo a especialista, manter toda a reserva na poupança pode resultar em perda de poder de compra devido à inflação, justamente quando o recurso se torna mais necessário.
Outro fator apontado pelo estudo é a dificuldade de transformar o hábito de economizar em planejamento financeiro consistente.
Para Wanádia Martins, a construção de uma reserva exige disciplina e objetivos bem definidos.
“Não adianta só guardar um dinheirinho quando sobra. A reserva de verdade precisa de constância e objetivo. O ideal é ter um valor que segure pelo menos seis meses das despesas da casa”, destaca.
Ela recomenda aplicações de baixo risco e alta liquidez, como Tesouro Selic e Certificados de Depósito Bancário (CDBs), que permitem resgate rápido e oferecem rendimento superior ao da poupança.
Entre os erros mais frequentes estão deixar recursos parados na poupança, misturar a reserva de emergência com investimentos de maior risco ou não separar os recursos destinados a imprevistos dos objetivos de longo prazo.
“Boa parte da população acredita que está preparada, mas na primeira dificuldade precisa recorrer a empréstimos ou dispor de crédito não planejado. Isso mostra que a reserva não estava bem estruturada”, completa a assessora.
Além dos impactos financeiros, a ausência de uma reserva sólida pode afetar a saúde emocional, aumentando o estresse e favorecendo decisões impulsivas diante de dificuldades econômicas.
O levantamento também mostra avanços na educação financeira no Brasil, embora ainda existam desafios para transformar conhecimento em prática.
Na Bahia, por exemplo, o número de investidores pessoa física já ultrapassa 160 mil, com aproximadamente R$ 10 bilhões em ativos sob custódia na B3.
Para Rodrigo Icó, o próximo passo é incentivar escolhas financeiras mais eficientes.
“Hoje, mais importante do que guardar dinheiro é saber investir da melhor forma. Quem aprende isso consegue atravessar momentos difíceis com muito mais tranquilidade”, conclui.
Entre as principais recomendações para quem deseja começar a investir e fortalecer a segurança financeira estão:
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Tags: economia, educação financeira, reserva de emergência, investimentos, Anbima, Datafolha, XP, Wanádia Martins, Rodrigo Icó, Tesouro Selic, CDB, poupança, planejamento financeiro, finanças pessoais, investidores, Portal Terra da Luz