Navios em rota estratégica de exportação de petróleo no Estreito de Ormuz, região central para o mercado global de energia | Foto: Reuters
15 de junho de 2026 – Os preços do petróleo registraram queda de cerca de 5% nesta segunda-feira (15), em meio à expectativa de avanço em um acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã. A negociação pode abrir caminho para a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas para a exportação mundial de petróleo.
No domingo (14), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em sua rede social, a Truth Social, que “o acordo com a República Islâmica do Irã está agora concluído”.
Segundo Trump, o Estreito de Ormuz seria reaberto na sexta-feira (19), com o fim do bloqueio dos Estados Unidos aos portos iranianos. “Navios do mundo, liguem seus motores. Deixem o petróleo fluir!”, escreveu o presidente americano.
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Com a sinalização de redução das tensões no Oriente Médio, os contratos futuros do petróleo Brent recuavam cerca de 5%, sendo negociados em torno de US$ 83 o barril por volta das 8h30, no horário de Brasília. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, era cotado a US$ 80,33, também com queda próxima de 5%.
Os dois contratos chegaram aos menores níveis desde 10 de março, ampliando as perdas registradas na sexta-feira, quando o mercado já havia recuado mais de 3%.
A queda reflete a avaliação de investidores de que a reabertura do Estreito de Ormuz pode aliviar riscos de oferta no mercado internacional. A região é considerada estratégica por concentrar parte relevante do fluxo global de petróleo.
O anúncio de Trump ocorreu pouco depois de o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmar que um acordo havia sido fechado. O país atuou como mediador nas negociações.
Em publicação no X, Sharif informou que o pacto previa “o fim imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo no Líbano”.
A secretaria do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã também indicou que a guerra e as operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano, seriam encerradas definitivamente a partir da noite desta segunda-feira.
Apesar da sinalização de acordo, a tensão no Oriente Médio ainda permanece no radar. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que as forças armadas israelenses permanecerão por tempo indeterminado em zonas de segurança no Líbano, na Síria e em Gaza, com o objetivo de proteger a fronteira e os assentamentos israelenses.
Segundo Katz, a posição foi comunicada ao presidente Donald Trump e a outras autoridades americanas. “Se o Irã atacar Israel devido aos eventos no Líbano, nós o atacaremos com toda a nossa força e demonstraremos claramente a ele as disparidades de poder”, declarou.
O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou que um acordo mais amplo sobre o conflito deverá ser negociado durante um período de cessar-fogo de 60 dias. Entre os temas previstos estão o alívio das sanções contra o Irã e o futuro do programa nuclear iraniano.
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