

Estreito de Ormuz segue no centro das tensões entre Irã e Estados Unidos. Foto: Mark Schiefelbein / AP
02 de maio de 2026 – Uma proposta apresentada pelo Irã aos Estados Unidos previa a liberação imediata do Estreito de Ormuz e o fim de bloqueios econômicos e marítimos, mas foi rejeitada pelo presidente americano, Donald Trump. A informação foi confirmada por uma alta autoridade iraniana neste sábado (2).
O plano buscava reduzir as tensões no Oriente Médio ao propor o encerramento das hostilidades de forma imediata, deixando as discussões sobre o programa nuclear iraniano para uma fase posterior.
Segundo o governo iraniano, a proposta incluía garantias de que Estados Unidos e Israel não realizariam novos ataques contra o país, além da reabertura do tráfego comercial na região.
Entre os principais pontos do plano estavam a liberação do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo, e o fim do bloqueio imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos.
Em contrapartida, o Irã aceitava adiar as negociações sobre restrições ao seu programa nuclear, propondo que o tema fosse tratado em uma etapa posterior, em troca da suspensão das sanções econômicas.
A proposta também previa a retomada da circulação marítima no Golfo Pérsico, atualmente afetada por restrições impostas pelo próprio Irã, que tem limitado o tráfego a embarcações nacionais.
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O impasse ocorre cerca de quatro semanas após a suspensão de uma campanha de bombardeios conduzida por Estados Unidos e Israel contra o Irã. O conflito já provocou uma das maiores interrupções no fornecimento global de energia.
Na sexta-feira (1º), Donald Trump afirmou, em declaração na Casa Branca, que “não está satisfeito” com a proposta iraniana. “Eles estão pedindo coisas que eu não posso aceitar”, disse, sem detalhar os pontos rejeitados.
A posição americana segue condicionada à exigência de que o Irã nunca desenvolva armas nucleares, argumento utilizado por Washington para justificar ações militares anteriores.
De acordo com uma autoridade iraniana ouvida sob anonimato, a estratégia de separar as negociações — tratando primeiro da crise marítima e depois da questão nuclear — poderia facilitar o avanço diplomático.
“Neste modelo, as negociações sobre a questão nuclear, que é mais complexa, seriam movidas para a etapa final para criar uma atmosfera mais favorável”, explicou o representante.
A proposta teria sido encaminhada oficialmente aos Estados Unidos por meio de mediadores internacionais, mas, até o momento, não houve avanço nas tratativas.
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