

Donald Trump assina acordo com o Irã durante agenda na França após participação na cúpula do G7 | Foto: REUTERS/Ken Cedeno
17 de junho de 2026 – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encerrou sua participação na cúpula do G7, na França, com a assinatura de um acordo com o Irã. O documento foi assinado durante agenda no Palácio de Versalhes, após encontro com o presidente francês Emmanuel Macron e a primeira-dama Brigitte Macron, segundo informações divulgadas por autoridades norte-americanas e pela imprensa internacional.
De acordo com o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, o memorando foi oficialmente finalizado após ser assinado em inglês e em farsi, a pedido do governo iraniano, como forma de garantir transparência ao processo. A imprensa estatal iraniana informou que o texto do memorando de entendimento entre os dois países foi assinado pelos presidentes dos Estados Unidos e do Irã.
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O acordo entre Estados Unidos e Irã marca uma tentativa de reduzir as tensões no Oriente Médio e abrir uma nova etapa de negociação diplomática. Segundo informações divulgadas por autoridades norte-americanas, o texto prevê compromissos relacionados à interrupção das hostilidades, à navegação no Estreito de Ormuz, ao programa nuclear iraniano e à flexibilização de sanções, embora pontos sensíveis ainda devam ser discutidos nos próximos 60 dias.
Mais cedo, Trump afirmou que as forças dos Estados Unidos permaneceriam na região do Golfo Pérsico “por um tempo”, mesmo após o acordo. A declaração indica que Washington pretende acompanhar de perto o cumprimento dos termos negociados e manter presença estratégica na região.
O acordo provocou reações imediatas no cenário político norte-americano. Senadores democratas criticaram os termos do documento, avaliando que ele seria mais vantajoso para o Irã do que para os Estados Unidos.
Entre os republicanos, também houve divergências. O senador Bill Cassidy, que perdeu as primárias no mês passado após Trump apoiar um adversário, classificou o acordo como “o pior erro de política externa em décadas”.
Já o senador republicano Lindsey Graham afirmou ter conversado longamente com o enviado norte-americano para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e disse acreditar que o acordo “será benéfico para os Estados Unidos”.
A assinatura do acordo ocorreu no contexto da cúpula do G7, que teve as tensões no Oriente Médio entre os principais temas da agenda. Líderes internacionais acompanharam as negociações em meio a preocupações sobre estabilidade regional, segurança energética, navegação no Estreito de Ormuz e o futuro do programa nuclear iraniano.
O Palácio de Versalhes acabou se tornando o cenário simbólico de uma etapa importante do processo diplomático. Após a assinatura, autoridades norte-americanas enviaram uma fotografia do documento assinado aos representantes iranianos, segundo relato de funcionários dos Estados Unidos.
Separadamente, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nas redes sociais que conversou com Trump e Macron sobre os resultados das discussões realizadas durante a cúpula do G7.
A guerra na Ucrânia também esteve entre os temas discutidos pelos líderes internacionais, ao lado da crise no Oriente Médio e das negociações envolvendo Estados Unidos e Irã.
Apesar da assinatura do documento, analistas internacionais avaliam que o acordo ainda depende de cumprimento efetivo, detalhamento técnico e negociações adicionais. Questões como sanções, controle nuclear, presença militar norte-americana na região e garantias de navegação no Estreito de Ormuz devem continuar no centro das discussões.
A formalização do memorando representa um avanço diplomático relevante, mas não elimina as incertezas sobre a estabilidade no Oriente Médio. O sucesso do acordo dependerá da implementação dos compromissos assumidos e da capacidade dos dois governos de administrar pressões internas e externas.
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