
Governo brasileiro negou vistos a representantes dos Estados Unidos que pretendiam discutir temas ligados ao processo eleitoral no país. | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
25 de julho de 2026 – O Ministério das Relações Exteriores confirmou neste sábado (25) que o governo brasileiro negou os vistos de entrada a dois funcionários do Departamento de Estado dos Estados Unidos que pretendiam visitar o país para tratar de temas relacionados às eleições de outubro.
Os vistos foram recusados na sexta-feira (24). A decisão atingiu o subsecretário para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, Riley Barnes, e o subsecretário adjunto Samuel Samson.
Segundo o governo brasileiro, os representantes norte-americanos pretendiam se reunir com autoridades eleitorais para discutir questões relacionadas à liberdade de expressão durante o processo eleitoral.
>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ <<<
De acordo com o Itamaraty, o pedido de visto foi analisado após o governo brasileiro tomar conhecimento da intenção dos Estados Unidos de enviar os dois representantes ao país.
As autoridades brasileiras avaliaram que o momento da visita chamou atenção por ocorrer logo após um encontro entre políticos brasileiros e diplomatas estrangeiros em que foram levantados questionamentos sobre o sistema eletrônico de votação.
Na avaliação do governo, a missão poderia ser interpretada como uma instrumentalização política em pleno período eleitoral, motivo pelo qual foi decidido negar a concessão dos vistos.
O tema ganhou destaque nos últimos dias após o pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmar, durante reunião com diplomatas em Brasília, que as urnas eletrônicas brasileiras seriam fornecidas pela empresa venezuelana Smartmatic, sem apresentar provas.
Na última quarta-feira (22), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nota oficial negando qualquer vínculo entre as urnas eletrônicas brasileiras e a empresa venezuelana Smartmatic.
Segundo o tribunal, os equipamentos utilizados nas eleições brasileiras foram projetados por servidores e técnicos da própria Justiça Eleitoral e são produzidos por empresas contratadas por meio de licitações públicas, sob coordenação direta do TSE.
Ainda de acordo com a Corte, esse modelo garante segurança, transparência e confiabilidade ao processo eleitoral brasileiro.
Leia também | PL oficializa Flávio Bolsonaro candidato à Presidência
Tags: Itamaraty, Ministério das Relações Exteriores, Estados Unidos, Departamento de Estado, Riley Barnes, Samuel Samson, eleições 2026, urnas eletrônicas, TSE, Tribunal Superior Eleitoral, Smartmatic, Flávio Bolsonaro, democracia, liberdade de expressão, relações Brasil Estados Unidos, política brasileira, Portal Terra da Luz