

Obra da série "Toda cidade grande é um cemitério de vidas orgânicas", de Pedra Silva, integra a exposição "Terror celestial", em cartaz no MAC Dragão. | Foto: divulgação
01 de julho de 2026 – O Museu de Arte Contemporânea do Ceará (MAC Dragão) inaugura, no dia 18 de julho, a exposição “Terror celestial”, com curadoria de Lucas Dilacerda. A mostra reúne obras de 22 artistas LGBT+ e propõe uma reflexão sobre o terror como linguagem artística e instrumento de ressignificação das experiências de medo, exclusão e violência vividas por essa comunidade.
A abertura será realizada no sábado (18), das 14h às 19h, no Museu de Arte Contemporânea, localizado no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza. A exposição ficará em cartaz até 4 de outubro de 2026.
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A exposição parte da ideia de que a história da colonialidade pode ser compreendida como a história de um filme de terror. A partir dessa perspectiva, a curadoria investiga como pessoas LGBT+ foram historicamente associadas a imagens de monstruosidade e anormalidade, transformando esse imaginário em potência criativa e expressão artística.
A proposta busca discutir tanto o gênero cinematográfico do terror quanto o “terror do gênero”, refletindo sobre como o medo, frequentemente projetado sobre corpos dissidentes, é ressignificado por artistas contemporâneos em processos de criação, resistência e cura.
Segundo a curadoria, a mostra apresenta diferentes formas de reelaborar experiências de preconceito e violência, transformando elementos historicamente utilizados para marginalizar pessoas LGBT+ em manifestações estéticas marcadas pela liberdade, pela diversidade e pela imaginação.
A exposição está organizada em três núcleos temáticos.
O primeiro, “Monstros e quimeras”, reúne obras que exploram figuras híbridas, seres fantásticos e formas de existência que ultrapassam as concepções tradicionais do humano.
Já “Espiritualidade terrena” aborda as relações entre religiosidade, ancestralidade e identidade LGBT+, valorizando referências das religiões de matriz africana, das tradições populares, das cosmovisões indígenas e de outras formas de conexão espiritual.
O terceiro eixo, “Terror das formas”, parte do conceito de “terrorismo de gênero” para refletir sobre como performances e expressões de gênero desafiam normas sociais e estéticas, propondo novas possibilidades de representação e existência.
A mostra contará com recursos de acessibilidade voltados à inclusão de diferentes públicos. Os visitantes terão acesso, por meio de QR Code ou com apoio da equipe educativa, a conteúdos em Libras, audiodescrição, prancha de comunicação alternativa e poderão agendar visitas acompanhadas por intérprete de Libras.
O projeto conta com apoio do Ministério da Cultura e da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), por meio de recursos da Lei Federal nº 14.399/2022.
Participam da exposição os artistas Antônio Breno, Bárbara Banida, Camila Albuquerque, Céu Vasconcelos, Charles Lessa, Davi Ângelo, Georgia Vitrilis, Gi Monteiro, Higo Jose, Honório Félix, insiranomeaqui, Isadora Ravena, Jonas Pinheiro, Jonas Van, Juno B, Luciana Magno, Maurício Coutinho, Nicolas Gondim, Pedra Silva, plantomorpho, Sérgio Gurgel e Trojany.
Exposição: Terror celestial
Abertura: 18 de julho de 2026, das 14h às 19h
Período: 18 de julho a 4 de outubro de 2026
Local: Museu de Arte Contemporânea (MAC Dragão) – Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura
Endereço: Rua Dragão do Mar, 81, Praia de Iracema, Fortaleza (CE)
Funcionamento:
Quarta a sábado: das 9h às 19h (acesso até 18h30)
Domingos e feriados: das 10h às 19h (acesso até 18h30)
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Tags: MAC Dragão, Museu de Arte Contemporânea do Ceará, Terror celestial, Lucas Dilacerda, exposição, artistas LGBT+, arte contemporânea, Centro Dragão do Mar, Fortaleza, cultura, Secult Ceará, Ministério da Cultura, Lei Aldir Blanc, acessibilidade cultural, Portal Terra da Luz