

Retorno às ruínas marca início do cessar-fogo em Gaza | Foto: AP Photo/Jehad Alshrafi
10 de outubro de 2025 — Centenas de palestinos começaram a retornar para suas casas na Faixa de Gaza nesta sexta-feira (10), após a entrada em vigor do cessar-fogo entre Israel e o Hamas, que reacende a esperança de um fim definitivo da guerra iniciada em 2023.
Este é o terceiro acordo de trégua desde o início do conflito, mas diplomatas e observadores internacionais afirmam que, desta vez, há maior chance de estabilidade devido à mediação conjunta de Estados Unidos, Egito, Catar e Turquia.
Com o início da trégua, tropas israelenses recuaram para novas posições, agora ocupando cerca de 53% do território de Gaza. As cidades de Khan Younis e Gaza City, fortemente atingidas por bombardeios nos últimos meses, foram desocupadas, enquanto Rafah permanece sob controle de Israel por abrigar a principal rota de ajuda humanitária.
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Imagens captadas por agências internacionais mostram famílias palestinas voltando a pé, de caminhão ou carregando pertences sobre a cabeça pelas estradas de Gaza. Mulheres, crianças e idosos percorrem ruas cercadas por prédios destruídos e escombros deixados pelos meses de ataques.
Segundo agências humanitárias, mais de 1 milhão de pessoas estavam deslocadas internamente na Faixa de Gaza antes do acordo. O retorno é gradual e ocorre com apoio limitado de organizações internacionais, já que parte da infraestrutura local segue inutilizada.
O plano de paz, apresentado no fim de setembro pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estabelece que o Hamas tem 72 horas para libertar os 48 reféns ainda sob seu poder, dos quais 20 estariam vivos, segundo estimativas israelenses.
Em contrapartida, Israel deverá libertar cerca de 2 mil prisioneiros palestinos, incluindo detentos condenados à prisão perpétua.
O acordo também prevê o fim dos bombardeios e a retirada gradual das tropas israelenses de Gaza, mantendo, porém, presença militar em pontos estratégicos.
Apesar do avanço diplomático, detalhes do tratado ainda não foram divulgados integralmente. Há incertezas sobre a transição de governo em Gaza e sobre o desarmamento do Hamas, pontos que devem ser debatidos nas próximas fases do processo de paz.
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