

Hugo Motta defende consenso político para aprovar redução da jornada de trabalho no Brasil. | Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
17 de maio de 2026 – O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou neste domingo (17) que a Casa vai buscar um “texto de convergência” para viabilizar a aprovação da proposta que reduz a jornada de trabalho e põe fim à escala 6×1 no Brasil.
A declaração foi dada após a participação do parlamentar na “Corrida da Câmara”, em Brasília. Segundo Hugo, a proposta precisa ser tratada como uma pauta nacional e não partidária.
“Vamos sentar para fazer um texto de convergência. É uma matéria que não pertence a um partido ou ao governo. Pertence ao país. Se nós pudermos dar uma demonstração de unidade em torno desse tema, que é prioridade para mais de 70% da população brasileira, penso que é mais uma demonstração que a Câmara dará de estar totalmente ligada com o que a população brasileira espera de nós”, declarou.
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O debate sobre o fim da escala 6×1 vem gerando divergências dentro do próprio governo federal. Enquanto parte da base governista defende uma mudança imediata, integrantes da equipe econômica avaliam a possibilidade de uma transição gradual.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, se posicionou contra qualquer tipo de transição para a redução da jornada de trabalho.
Segundo ele, uma mudança gradual poderia apenas “postergar” a implementação da nova regra trabalhista.
Já o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que há espaço para discutir regras de transição em setores específicos da economia.
O chefe da equipe econômica também declarou ser “radicalmente” contra a compensação financeira das empresas pelo governo federal.
Representantes do setor privado defendem que a mudança ocorra de forma gradual. Empresários argumentam que a redução da jornada de trabalho poderá elevar custos operacionais e aumentar a informalidade no mercado de trabalho.
A oposição propõe uma transição de quatro anos para adaptação das empresas ao novo modelo.
O parecer do relator da proposta, Leo Prates, deve ser apresentado na próxima quarta-feira (20).
Hugo Motta afirmou que pretende concluir a votação da proposta ainda neste mês. Segundo o presidente da Câmara, o acordo firmado com o governo prevê descanso remunerado de dois dias por semana e redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem corte salarial.
“Nossa prioridade agora, para o mês de maio, queremos até o final do mês entregar a redução da jornada de trabalho a todos os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil”, afirmou o parlamentar.
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