

Operação conjunta apreendeu caminhões com cocaína líquida misturada em madeira na fronteira do Brasil com a Bolívia | Foto: reprodução
21 de junho de 2026 – Uma operação conjunta da Receita Federal, Polícia Federal e Exército Brasileiro, com colaboração de autoridades dos Estados Unidos e da Bolívia, apreendeu toneladas de cocaína neste domingo (21), na faixa de fronteira brasileira.
A droga estava em forma líquida, misturada a cerca de 260 toneladas de madeira transportadas em oito caminhões. Quatro veículos foram flagrados em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, e outros quatro em Cáceres, no Mato Grosso, ambos na região de fronteira com a Bolívia.
Exames iniciais confirmaram a presença de cocaína na carga. Segundo a Receita Federal, com base em ocorrências anteriores, estima-se que entre 10% e 20% do peso da madeira possa corresponder à droga, o que representaria um volume entre 20 e 50 toneladas de cocaína.
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De acordo com a Receita Federal, caso o volume estimado seja confirmado, esta poderá ser a maior apreensão de cocaína da história do Brasil e uma das maiores já registradas no mundo.
A operação foi realizada dentro da chamada Timber Shield, ação de cooperação internacional voltada ao combate ao tráfico de drogas em cargas de madeira. A investigação contou com apoio de inteligência da agência norte-americana de combate às drogas e da Aduana Nacional da Bolívia.
A técnica identificada na carga brasileira é semelhante à registrada recentemente no Chile. No último dia 6, autoridades chilenas apreenderam 100 toneladas de cocaína vindas da Bolívia, também em forma líquida e misturada à madeira. A ação foi considerada a maior apreensão já registrada nesse tipo de operação.
Informações compartilhadas por autoridades dos Estados Unidos apontam que as apreensões realizadas no Chile e no Brasil podem estar relacionadas entre si e ter origem no mesmo local de produção na Bolívia.
A suspeita reforça a avaliação de que organizações criminosas estão utilizando métodos cada vez mais sofisticados para transportar drogas em grandes volumes, especialmente em cargas aparentemente regulares e de difícil inspeção.
A mistura da cocaína líquida à madeira dificulta a identificação imediata e exige uso de inteligência, exames técnicos e cooperação internacional para rastrear a origem, a rota e o destino da carga.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nas redes sociais que a ação representa uma resposta firme do Estado brasileiro à atuação de organizações criminosas no tráfico internacional de drogas.
“Confirmado o volume, será a maior apreensão de cocaína da história do Brasil — e uma das maiores já registradas no mundo. É uma resposta firme do Estado brasileiro à sofisticação das organizações criminosas que atuam no tráfico internacional”, disse Durigan.
O ministro também destacou a importância da integração entre diferentes áreas de atuação do poder público e da cooperação com outros países.
“A Operação Timber Shield mostra a importância da integração entre inteligência, fiscalização aduaneira, investigação criminal e cooperação internacional”, afirmou.
A apreensão reforça os desafios enfrentados pelas autoridades brasileiras no combate ao tráfico internacional de drogas em áreas de fronteira. Regiões como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul são consideradas estratégicas por estarem próximas a rotas utilizadas por organizações criminosas para o transporte de entorpecentes.
A atuação integrada entre Receita Federal, Polícia Federal, Exército e órgãos internacionais é considerada fundamental para identificar cargas suspeitas, bloquear rotas e enfraquecer financeiramente grupos envolvidos no tráfico.
As investigações devem continuar para identificar os responsáveis pelo transporte, a origem exata da carga, os destinatários e eventuais conexões com redes criminosas transnacionais.
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