

Parceria com setor privado amplia capacidade do SUS | Pedro França/Agência Senado
30 de outubro de 2025 — O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira (30) a ampliação do programa “Agora Tem Especialistas”, que permite que pacientes do SUS sejam atendidos em hospitais privados e filantrópicos em diversas regiões do país. A partir de novembro, unidades da Hapvida nos estados do Pará, Ceará, Pernambuco e no Distrito Federal começarão a atender pacientes da rede pública. O anúncio foi feito pelo ministro Alexandre Padilha, durante o 29º Congresso Abramge, em São Paulo.
Durante o evento, o ministro também confirmou a adesão do Hospital Santa Marcelina, referência na Zona Leste de São Paulo, ao programa. A iniciativa busca reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias, utilizando a estrutura de hospitais particulares e filantrópicos.
“O Agora Tem Especialistas concretiza a parceria necessária para acabar com o tempo de espera no SUS. Estamos transformando dívidas e incentivos fiscais em mais cirurgias, exames e consultas, garantindo atendimento gratuito e digno à população”, afirmou Padilha.
Como contrapartida, os hospitais participantes poderão abater dívidas com a União por meio da prestação de serviços ao SUS. No caso das operadoras, como a Hapvida, o abatimento ocorre sobre dívidas de ressarcimento ao SUS, que surgem quando pacientes de planos de saúde são atendidos na rede pública.
>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ <<<
A ampliação dos atendimentos pela Hapvida deve ocorrer ao longo de novembro, quando as unidades hospitalares da operadora mobilizarão equipes médicas para atender pacientes encaminhados pelas Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde.
Os primeiros atendimentos pelo programa ocorreram em agosto, no Hospital Ariano Suassuna, em Recife (PE), com cirurgias de prótese de quadril, procedimentos de vesícula e exames de imagem.
Com a adesão do Santa Marcelina, 12 instituições já participam do programa, incluindo hospitais como Cynthia Charone (PA), Santa Casa de Sobral (CE), Beneficência Portuguesa (PA), Imip (PE) e Santa Casa de Porto Alegre (RS).
O programa prioriza especialidades essenciais ao SUS — oncologia, ortopedia, ginecologia, cardiologia, oftalmologia e otorrinolaringologia — e permitirá converter até R$ 3,3 bilhões em serviços de saúde por meio da quitação de dívidas com a União.
A adesão dos hospitais é condicionada à comprovação de capacidade técnica e operacional, além de avaliação das necessidades da rede pública em cada estado.
Ainda em São Paulo, o ministro Alexandre Padilha assinou um Memorando de Entendimento (MoU) com a HealthAI – The Global Agency for Responsible AI in Health, formalizando a entrada do Brasil na Rede Global de Regulação em Inteligência Artificial para a Saúde (HealthAI GRN).
“O Brasil passa a ser protagonista no desenvolvimento de padrões globais e regulamentações que garantam o uso ético e seguro da Inteligência Artificial na saúde”, afirmou Padilha. O acordo, com duração de 24 meses, prevê o mapeamento da maturidade regulatória do país e o desenvolvimento de um plano de implementação personalizado, sem transferência de recursos financeiros.
Com a adesão, o Brasil se junta a países como Reino Unido, Índia e Singapura, reforçando seu papel de referência regional em transformação digital e governança ética da IA na saúde. O acordo respeita a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e a soberania digital do país.
Leia também | Novas metas climáticas reforçam caminho para neutralidade de carbono até 2035
Tags: Ministério da Saúde, Alexandre Padilha, SUS, Agora Tem Especialistas, Hapvida, Hospital Santa Marcelina, saúde pública, atendimento médico, filas do SUS, setor privado, parceria público-privada, Brasil, Ceará, Pará, Pernambuco, Distrito Federal, hospitais filantrópicos, Inteligência Artificial, HealthAI, IA na saúde, inovação em saúde, ética digital, LGPD, governança, Alexandre Padilha, Congresso Abramge, governo federal