

Especialistas alertam que cuidados com o contorno facial devem considerar também os impactos emocionais e a autoestima | Foto: divulgação
04 de fevereiro de 2026 — As alterações no contorno facial vão muito além da estética e estão diretamente relacionadas a reflexos emocionais, sociais e psicológicos que impactam a qualidade de vida. Mudanças na estrutura e na harmonia do rosto, provocadas pelo envelhecimento, pelo posicionamento ósseo ou por características dentofaciais, podem afetar a autoimagem e desencadear sentimentos de insatisfação e sofrimento psíquico.
Pesquisas científicas reforçam essa relação. Um estudo da Universidade Federal do Paraná (UFPR) identificou que cerca de 30% dos pacientes com deformidades dentofaciais apresentaram indícios compatíveis com transtorno dismórfico corporal, condição psiquiátrica marcada pela preocupação excessiva com a própria aparência.
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Publicações científicas também apontam que o envelhecimento facial pode alterar a percepção social das emoções, interferindo na forma como o indivíduo se percebe e é percebido pelos outros. Esse processo pode comprometer a autoestima, as relações interpessoais e até a confiança em ambientes profissionais.
Segundo a cirurgiã-dentista Dra. Alyne Cavalcante, especialista em lipoaspiração de papada e contorno facial, o rosto exerce papel central na identidade humana. “Quando alterações no contorno facial geram desconforto com a própria imagem, isso pode desencadear inseguranças, retração social e impacto emocional profundo. A autoestima também faz parte da saúde”, afirma.
A especialista ressalta que a condução desses casos exige uma abordagem cuidadosa e responsável, que vá além do procedimento estético. “O primeiro passo é a escuta. É fundamental compreender se a queixa é estética, funcional ou emocional. Muitas vezes, orientar, alinhar expectativas e adotar cuidados preventivos já trazem melhora significativa na forma como o paciente se percebe”, explica.
Entre os principais cuidados destacados estão a avaliação individualizada, a busca por equilíbrio e naturalidade, a prevenção do envelhecimento precoce e, sobretudo, a integração entre saúde facial e saúde emocional. “Não se trata apenas de corrigir um traço, mas de entender como aquela mudança impacta o dia a dia, a confiança e o bem-estar do paciente”, reforça a profissional.
A relação entre imagem corporal e saúde mental tem sido cada vez mais evidenciada por estudos que associam padrões estéticos reforçados pelas redes sociais ao aumento de quadros de ansiedade, baixa autoestima e sintomas depressivos, especialmente entre jovens e adolescentes. Nesse contexto, o debate sobre contorno facial deixa de ser apenas estético e passa a integrar a discussão sobre saúde integral, autocuidado e qualidade de vida, destacando a importância de abordagens responsáveis e alinhadas ao bem-estar emocional.
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