

A situação favorável do sistema dá autonomia de água para a Região Metropolitana de Fortaleza, sem necessidade de transferência das águas do açude Castanhão | Foto: José Wagner/GovCE
O sistema que abastece a Região Metropolitana de Fortaleza está com a capacidade máxima de armazenamento de água. Os açudes Pacoti, Pacajus, Riachão, Gavião e Aracoiaba registram 100% da capacidade e se encontram em situação confortável, principalmente se comparada a anos anteriores.
A situação favorável do sistema dá autonomia de água para a Região Metropolitana de Fortaleza, sem necessidade de transferência das águas do açude Castanhão. Nessa mesma data, em 2021, o sistema registrava 71% de sua capacidade. O cenário de mais tranquilidade dos açudes da RMF permitiu também a revogação do Ato Declaratório que insere a cidade de Fortaleza e a Região Metropolitana na condição de escassez hídrica.
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Um dos exemplos dos efeitos da quadra chuvosa positiva no Ceará foi o açude Pacoti. Devido aos anos seguidos de estiagem, o reservatório não vinha acumulando aportes expressivos, mas a situação reverteu de vez este ano. Sem sangrar desde 2009 o Pacoti teve seu primeiro vertimento após esse período no domingo (15/05).
Para o presidente da Cogerh, João Lúcio Farias, o cenário é de mais tranquilidade para a RMF, principalmente com relação à garantia para o abastecimento humano. O gestor ponderou, entretanto, que a situação em outros locais do Estado ainda precisa de atenção.
“Algumas regiões do nosso estado, como o Sertão Central/Banabuiú, não tiveram bons aportes. A Bacia do Banabuiú se encontra com apenas 9%. A gestão hídrica do Ceará, através do Grupo de Contingência, segue monitorando e definindo ações para que todas as regiões fiquem seguras”, concluiu.
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