

Cassação de Glauber Braga vai a plenário após rejeição de recurso na CCJ | Foto: Lula Marques/Agência Brasil
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados rejeitou, nesta terça-feira (29), o recurso apresentado pelo deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) contra a decisão do Conselho de Ética, que recomendou a cassação de seu mandato. O placar foi de 44 votos favoráveis à cassação e 22 contrários.
Relatado por Alex Manente (Cidadania-SP), o parecer ignorou os argumentos da defesa que apontavam nulidades no processo. Agora, o caso segue para o plenário da Câmara com prazo de até 60 dias, conforme acordo firmado com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).
O deputado Glauber, que fez greve de fome por nove dias em protesto contra a decisão, é acusado de agredir um apoiador do Movimento Brasil Livre (MBL) após o mesmo ofender sua mãe, que estava em estágio avançado de Alzheimer e faleceu semanas depois.
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Durante sua defesa, Glauber afirmou que o real motivo da cassação seria sua atuação contra o orçamento secreto, mecanismo de liberação de recursos públicos com pouca transparência, suspenso pelo STF.
“Não se trata de uma reação isolada. Há uma perseguição política articulada pelo ex-presidente Arthur Lira (PP-AL)”, disse o parlamentar.
Parlamentares como Laura Carneiro (PSD-RJ) e Lindbergh Farias (PT-RJ) defenderam Glauber. Laura classificou a pena como “desproporcional” e destacou que ele foi provocado em um momento de fragilidade emocional. Lindbergh apelou à proporcionalidade, lembrando que outros parlamentares acusados de crimes mais graves não sofreram a mesma penalidade.
Em contrapartida, Kim Kataguiri (União-SP) e Bia Kicis (PL-DF) apoiaram a cassação, alegando que a agressão não pode ser justificada, e que o processo tramitou legalmente.
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