

Plenário da Câmara dos Deputados durante votação da PEC da Segurança Pública, que amplia punições ao crime organizado e altera atribuições das forças policiais no Brasil | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
05 de março de 2026 – A Câmara dos Deputados aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública por ampla maioria. O texto recebeu 487 votos favoráveis e 15 contrários e agora segue para análise do Senado Federal.
A proposta foi votada diretamente no plenário da Câmara, sem passar por comissão especial, após acordo político que resultou na retirada de um trecho que previa referendo sobre a redução da maioridade penal. A mudança foi aceita pelo relator da matéria, Mendonça Filho, após negociação conduzida pelo presidente da Câmara, Hugo Motta.
Segundo o relator, a retirada do dispositivo evitou o risco de rejeição da proposta no Senado e permitiu acelerar a votação ainda nesta semana.
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A proposta, originalmente elaborada pelo ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, prevê a criação de uma legislação específica com penas mais severas para integrantes de organizações criminosas de alta periculosidade.
Entre as principais medidas previstas no texto estão:
Por se tratar de uma PEC, caso seja aprovada pelo Senado, a proposta alterará diretamente a Constituição Federal, sem necessidade de sanção presidencial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O texto também prevê mudanças nas atribuições das forças de segurança no país. A Polícia Federal passa a ter papel central no combate ao crime organizado e às milícias.
Já a Polícia Rodoviária Federal terá suas competências ampliadas, podendo atuar também em hidrovias e ferrovias, além das rodovias federais.
Outra mudança relevante é a autorização para que municípios criem polícias municipais, com funções voltadas à proteção de bens, serviços e instalações públicas, além de atuar em policiamento ostensivo local e comunitário em cooperação com outras forças de segurança.
A PEC também incorpora à Constituição o Sistema Único de Segurança Pública, mecanismo que busca integrar as ações de combate ao crime organizado entre forças policiais municipais, estaduais e federais.
A proposta estabelece uma atuação coordenada entre os diferentes níveis de governo, mantendo a descentralização das políticas de segurança pública entre os estados.
Outro ponto da proposta trata do financiamento da segurança pública. O texto cria dois fundos específicos: o Fundo Nacional de Segurança Pública e o Fundo Penitenciário Nacional, cujos recursos serão distribuídos entre as 27 unidades federativas.
Para reforçar a arrecadação, a PEC determina que 6% das receitas provenientes das apostas esportivas e loterias sejam destinadas a esses fundos, com divisão a ser definida pelo governo federal.
Antes de entrar em vigor, a proposta ainda precisa passar por análise da Comissão de Constituição e Justiça e de uma comissão especial no Senado.
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