

Equipes de resgate atuam em operação submarina após acidente fatal de mergulho nas Maldivas. | Foto: Reprodução CNN via Facebook/University of Genoa/Albatros Top Boat/Instagram
19 de maio de 2026 – As Maldivas retomaram nesta terça-feira (19) as operações de resgate para recuperar os corpos de quatro mergulhadores italianos encontrados em uma caverna submersa no Atol de Vaavu. O governo local classificou o episódio como o maior acidente de mergulho já registrado no país.
Segundo Mohamed Hussain Shareef, porta-voz principal do gabinete presidencial das Maldivas, a estratégia das equipes de resgate prevê a retirada de dois corpos nesta terça-feira e dos outros dois na quarta-feira (20).
“A operação será realizada de forma gradual devido à profundidade e à complexidade do local”, informou Shareef.
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A missão de recuperação conta com pelo menos três mergulhadores experientes enviados pelo governo da Itália.
Ao todo, cinco italianos morreram após uma expedição de mergulho realizada na última quinta-feira (14) no Atol de Vaavu. O grupo fazia parte de uma viagem com outros 20 cidadãos italianos a bordo do navio Duke of York, segundo o Ministério das Relações Exteriores da Itália.
O primeiro corpo encontrado foi do instrutor de mergulho Gianluca Benedetti, localizado na entrada da caverna. A descoberta levou as autoridades a acreditarem que os demais mergulhadores permaneciam presos no interior da estrutura.
Na segunda-feira (18), foram encontrados os corpos de Monica Montefalcone, professora associada de ecologia da Universidade de Gênova; Giorgia Sommacal; do biólogo marinho Federico Gualtieri; e da pesquisadora Muriel Oddenino.
A operação de recuperação evidenciou os riscos extremos da missão.
No sábado (16), o sargento Mohamed Mahudhee, mergulhador militar sênior de 43 anos, morreu durante uma tentativa de resgate dentro da caverna.
A estrutura submersa possui cerca de 200 metros de extensão e chega a 70 metros de profundidade, equivalente à altura aproximada de um prédio de 20 andares.
As autoridades locais destacaram que seguem em contato direto com o governo italiano para acompanhar a situação.
O Atol de Vaavu é uma divisão administrativa das Maldivas formada pelos atóis naturais de Felidhu e pelo recife de Vattaru.
A região fica a aproximadamente 64 quilômetros da capital Malé e é conhecida pela grande concentração de recifes de corais e áreas de mergulho.
Segundo o governo local, o deslocamento até o atol leva cerca de 90 minutos de lancha ou cinco horas em um dhoni, embarcação tradicional das Maldivas.
O ponto onde os mergulhadores morreram fica em uma área considerada de difícil acesso e alta complexidade para operações submarinas.
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