

Drones mostra destruição causada por enchente repentina no Nepal. | Foto: Reprodução/Reuters
28 de agosto de 2026 – Um lago transbordou no distrito de Rasuwa, no Nepal, dois dias após uma inundação repentina atingir a região e provocar centenas de mortes. O alerta foi comunicado às autoridades locais nesta sexta-feira (28), enquanto equipes de emergência retomaram as operações de resgate com helicópteros.
Segundo Narendra Pariyar, principal autoridadHorário eleitoral começa nesta sexta-feira no Brasile administrativa do distrito, o transbordamento provocou elevação do nível da água no rio. “Podemos ver que o nível da água no rio está subindo”, afirmou. De acordo com ele, ainda não havia informações precisas sobre o nível da água.
As operações de resgate aéreo em Rasuwa chegaram a ser suspensas temporariamente por causa do transbordamento, mas foram retomadas posteriormente, segundo um porta-voz do Exército do Nepal.
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O número de mortos pelas inundações no Nepal subiu para 469, segundo atualização divulgada pela polícia nepalesa na manhã desta sexta-feira. No lado chinês da fronteira, cinco pessoas morreram, de acordo com as informações mais recentes das autoridades.
Mais de 1.300 pessoas estão desaparecidas. As equipes de resgate enfrentam uma série de dificuldades para chegar às áreas afetadas, entre elas o terreno montanhoso, as condições climáticas adversas, a destruição de estradas e outras estruturas e os cortes no fornecimento de energia.
A região atingida fica próxima à fronteira entre Nepal e China, área que permanece sob risco de novos deslizamentos de terra e inundações.
A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho manifestou preocupação com a possibilidade de novos eventos extremos enquanto as equipes trabalham para alcançar comunidades isoladas.
David Fisher, chefe da organização no Nepal, afirmou à CNN que existe preocupação com uma nova inundação.
“Estamos extremamente preocupados com a possibilidade de uma nova inundação, mesmo enquanto as autoridades trabalham muito, muito intensamente para reabrir estradas que foram bloqueadas e atender comunidades que ainda não receberam assistência significativa”, disse Fisher.
O representante também relatou a dimensão da tragédia enfrentada pelas equipes de emergência. “Infelizmente, houve uma demanda muito alta por sacos para cadáveres.”
Segundo Fisher, muitas pessoas que estão nas áreas atingidas continuam “muito desorientadas” dois dias depois do desastre.
Equipes de resgate e voluntários trabalham para distribuir informações e alertas sobre o risco de novas inundações às comunidades que permanecem em estado de choque.
“É fundamental que consigamos atender tanto às necessidades emergenciais existentes quanto transmitir esses alertas o mais rápido possível”, afirmou Fisher à jornalista Kaitlan Collins, da CNN.
A combinação de novos riscos de inundação, deslizamentos, infraestrutura destruída e dificuldades de acesso mantém as operações de busca e salvamento em situação de grande complexidade na região.
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