

Ministro Dias Toffoli durante sessão do Supremo Tribunal Federal em Brasília, em meio a decisões envolvendo investigações financeiras e processos de grande repercussão nacional | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
12 de março de 2026 – O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, declarou-se suspeito para participar do julgamento que decidirá se a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro será mantida pela Corte. A análise do caso está prevista para ocorrer na próxima sexta-feira (13) em sessão virtual da Segunda Turma do tribunal.
Na decisão, o ministro afirmou que optou por se declarar suspeito por “motivo de foro íntimo”, conforme previsto no artigo 145 do Código de Processo Civil. A manifestação ocorre após a identificação de menções ao magistrado em mensagens encontradas no celular do banqueiro durante investigações conduzidas pela Polícia Federal.
Com o afastamento de Toffoli, a decisão que determinou a prisão de Vorcaro, tomada pelo ministro André Mendonça, será analisada pelos ministros Gilmar Mendes, Luiz Fux e Nunes Marques.
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O julgamento ocorrerá em sessão virtual da Segunda Turma do STF, com início previsto para as 11h desta sexta-feira. Nesse formato, os ministros registram seus votos eletronicamente dentro do prazo estabelecido para a sessão.
O caso envolve investigações relacionadas a supostas irregularidades financeiras e integra apurações conduzidas no âmbito da operação policial que apura fraudes ligadas ao sistema financeiro.
Na mesma decisão, Dias Toffoli também se declarou suspeito para julgar um mandado de segurança que busca obrigar a Câmara dos Deputados a instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar suspeitas de fraudes no Banco Master.
O ministro havia sido escolhido relator da ação nesta quarta-feira (11) por meio do sistema eletrônico de distribuição de processos do STF. Após a manifestação de suspeição, o caso foi redistribuído e passou a ser relatado pelo ministro Cristiano Zanin.
No mês passado, Toffoli já havia deixado a relatoria do inquérito que investiga as fraudes no Banco Master. A decisão ocorreu após a Polícia Federal informar ao presidente do STF, Edson Fachin, que mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro mencionavam o nome do ministro.
O aparelho foi apreendido durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada no ano passado para investigar possíveis irregularidades financeiras envolvendo instituições e investimentos ligados ao banco.
Outro ponto mencionado nas investigações envolve a participação de Toffoli como sócio do Resort Tayayá, empreendimento localizado no Paraná. O resort foi adquirido por um fundo de investimentos ligado ao Banco Master e também está sob análise das autoridades.
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