

Miguel Abdalla Netto, encontrado morto em casa, e Suzane von Richthofen, sua sobrinha | Foto: Reprodução
27 de janeiro de 2026 — Suzane von Richthofen voltou ao centro de uma disputa judicial envolvendo herança. Desta vez, a controvérsia gira em torno do patrimônio deixado pelo médico aposentado Miguel Abdalla Neto, tio de Suzane, falecido no último dia 9 de janeiro, em São Paulo, aos 76 anos. Avaliada em cerca de R$ 5 milhões, a herança está sendo disputada após a constatação de que o falecido não deixou testamento.
Sem pais, esposa, filhos ou irmãos vivos, Miguel Abdalla tinha como herdeiros legítimos parentes colaterais, entre eles Suzane von Richthofen e uma prima, Silvia Magnani, de 69 anos. O caso ganhou repercussão nacional por envolver a condenada pelo assassinato dos próprios pais, crime ocorrido em 2002.
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De acordo com o levantamento divulgado pelo jornal O Globo, a inexistência de testamento faz com que a partilha dos bens siga o que determina a legislação civil brasileira. Nesse cenário, os herdeiros legítimos são definidos pelo grau de parentesco, independentemente de manifestação prévia de vontade do falecido.
O patrimônio de Miguel Abdalla inclui duas casas, aplicações financeiras e um sítio no litoral paulista. Suzane aparece como uma das herdeiras diretas por ser sobrinha do médico. Seu irmão, Andreas von Richthofen, também teria direito à herança, mas, segundo a apuração jornalística, não foi localizado para participar do processo de partilha.
A disputa se intensificou após Silvia Magnani afirmar que manteve um relacionamento de cerca de 14 anos com Miguel Abdalla. Com base nessa alegação, ela busca na Justiça o reconhecimento de união estável, o que lhe garantiria direito à herança em igualdade ou até com prioridade sobre os demais herdeiros.
O embate entre Suzane e Silvia teve início ainda nos procedimentos de liberação do corpo e sepultamento do médico. Após o enterro, ambas tentaram acessar a residência do falecido, mas foram impedidas por um vizinho que detinha a chave do imóvel, sob a orientação de só entregá-la mediante ordem judicial.
O episódio também reacende discussões jurídicas sobre o direito sucessório. No passado, Suzane foi considerada herdeira indigna e perdeu o direito à herança estimada em R$ 10 milhões deixada pelos pais, vítimas do crime pelo qual foi condenada. Agora, a situação é distinta, já que o falecido não foi vítima direta de Suzane, o que, em tese, não impede sua condição de herdeira legítima.
A Polícia Civil ainda investiga a morte de Miguel Abdalla Neto, tratada inicialmente como morte suspeita. Enquanto isso, a disputa judicial pela herança milionária segue em andamento.
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