

Segundo a Corte, a homologação da sentença da Justiça italiana foi feita de forma regular e segue as normas de cooperação internacional | Foto: Rafael Ribeiro/CBF
30 de agosto de 2025 — O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta sexta-feira (29), manter a prisão do ex-jogador de futebol Robinho, condenado a nove anos de prisão pelo crime de estupro coletivo ocorrido em 2013, dentro de uma boate em Milão, na Itália. O ex-atleta está preso no Brasil desde março de 2024, após homologação da sentença pela Justiça brasileira.
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Com placar de 10 votos a 1, a maioria dos ministros do STF rejeitou o recurso apresentado pela defesa de Robinho contra a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que havia determinado o cumprimento imediato da pena. O julgamento virtual começou na semana passada e foi encerrado nesta sexta-feira.
Segundo a Corte, a homologação da sentença da Justiça italiana foi feita de forma regular e segue as normas de cooperação internacional. Os ministros ressaltaram que o Brasil tem obrigação de garantir a execução da pena.
Entre os votos favoráveis à manutenção da prisão de Robinho estiveram os dos ministros Luiz Fux, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, André Mendonça, Cristiano Zanin, Edson Fachin, Cármen Lúcia, Flávio Dino, Luís Roberto Barroso e Nunes Marques.
O único a divergir foi o ministro Gilmar Mendes, que defendeu que a prisão de Robinho só poderia ser executada após o esgotamento dos recursos no Brasil contra a decisão do STJ.
Atualmente, Robinho está preso no Complexo Penitenciário de Tremembé, em São Paulo, unidade onde cumprem pena detentos de grande repercussão nacional.
O caso do ex-jogador segue como um dos mais emblemáticos envolvendo cooperação jurídica internacional e crimes cometidos por brasileiros no exterior.
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Tags: STF, Robinho, prisão de Robinho, julgamento STF, condenação Robinho, estupro coletivo, Justiça italiana, STJ, futebol brasileiro