

Alexandre de Moraes decidiu manter Jair Bolsonaro em prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica e restrições de comunicação | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
04 de julho de 2026 – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu prorrogar a prisão domiciliar concedida ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Com a decisão, Bolsonaro continuará sob monitoramento de tornozeleira eletrônica e terá de cumprir uma série de restrições determinadas pelo relator do caso. A manutenção da prisão domiciliar foi confirmada por veículos como Reuters e Jota.
Pelas medidas fixadas, o ex-presidente só poderá receber visitas com autorização de Moraes. Ele também está proibido de usar celular, acessar redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros, e gravar vídeos para a internet.
A segurança da residência será feita por agentes da Polícia Militar do Distrito Federal, com o objetivo de evitar risco de fuga.
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Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão no processo da trama golpista. Após passar por cirurgia e apresentar problemas de saúde, recebeu autorização para cumprir prisão domiciliar temporária, em razão de quadro médico.
O prazo inicial de 90 dias começou em 27 de março. No período, o ex-presidente se recuperava de uma pneumonia bacteriana.
Segundo a decisão, Moraes avaliou que a continuidade da prisão domiciliar humanitária se mostra adequada diante das condições atuais do caso.
Além de manter a prisão domiciliar, Moraes determinou a suspensão do porte de arma de Bolsonaro e a apreensão de dez pistolas e espingardas registradas em nome do ex-presidente.
A defesa terá prazo de 48 horas para entregar o armamento à Polícia Federal (PF).
A decisão foi motivada pela repercussão do caso envolvendo a apreensão de uma arma com um dos seguranças particulares de Bolsonaro.
Apesar de a Polícia Civil do Distrito Federal não ter indiciado o ex-presidente, por entender que a arma estava legalizada e que não houve crime cometido por Bolsonaro, Moraes considerou necessária a apreensão dos armamentos registrados em seu nome.
Na decisão, Moraes advertiu que o descumprimento das regras da prisão domiciliar ou de qualquer medida cautelar poderá resultar na revogação do benefício e no retorno imediato ao regime fechado.
“O descumprimento das regras da prisão domiciliar humanitária temporária ou de qualquer uma das medidas cautelares implicará na sua revogação e ao retorno imediato ao regime fechado”, ressaltou Moraes.
As restrições impostas incluem o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, limitação de visitas, proibição de contato por redes sociais e impedimento de gravação de vídeos para publicação na internet.
O ministro também reconheceu que Bolsonaro não cometeu falta grave relacionada à apreensão da arma encontrada com um segurança particular.
A eventual caracterização de falta grave poderia permitir o retorno do ex-presidente ao presídio da Papudinha, em Brasília, em regime fechado.
“Inexistindo a prática de qualquer falta grave durante o período em que o custodiado encontra-se em prisão domiciliar humanitária, não permanecem presentes os fatores impeditivos indicados”, argumentou Moraes.
Moraes não estabeleceu prazo para o encerramento da prisão domiciliar.
Com isso, Bolsonaro continuará cumprindo a medida em casa, submetido às restrições determinadas pelo STF e ao monitoramento das autoridades.
A defesa do ex-presidente poderá acompanhar o cumprimento das medidas e apresentar novos pedidos ao Supremo, caso entenda haver mudança nas condições médicas ou jurídicas do caso.
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