

Justiça da Itália anula decisão de extradição de Carla Zambelli ao Brasil, mas outro pedido ainda segue em análise no país europeu | Foto: reprodução/Instagram
23 de maio de 2026 – A Justiça da Itália anulou, nesta sexta-feira (22), a decisão que autorizava a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli ao Brasil. A determinação foi tomada pela Suprema Corte de Cassações, última instância da Justiça italiana, e revogou sentença anterior da Corte de Apelações.
Segundo Alessandro Sammarco, advogado da ex-parlamentar, a Suprema Corte também determinou a libertação de Zambelli, que estava presa em um presídio nos arredores de Roma desde 29 de julho de 2025. A soltura foi confirmada pela defesa da ex-deputada no Brasil.
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A decisão desta sexta-feira diz respeito ao processo em que Carla Zambelli foi condenada no Brasil por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A defesa informou que ainda não teve acesso completo aos fundamentos da decisão, mas acredita que a Corte de Cassações tenha identificado falhas na sentença anterior da Corte de Apelações.
Até a última atualização do caso, a Suprema Corte de Cassações ainda não havia divulgado formalmente o acórdão da decisão.
O deputado estadual Bruno Zambelli (PL), irmão da ex-deputada, afirmou que a família recebeu a notícia como um “milagre”. Segundo ele, Carla Zambelli fez uma chamada de vídeo com familiares após ser solta. O parlamentar também disse que a família pretende visitá-la na Itália.
Questionado, Bruno afirmou que Zambelli deve permanecer em território italiano “por saber que se vier ao Brasil pode ser presa”. Segundo ele, a ex-deputada aguarda os próximos passos da Justiça brasileira antes de definir o que fará.
Apesar da anulação da extradição no processo relacionado à invasão do sistema do CNJ, Carla Zambelli ainda responde a um segundo processo de extradição na Justiça italiana. Esse outro pedido está ligado à condenação pelo crime de porte ilegal de arma e ameaça com arma de fogo.
O Supremo Tribunal Federal (STF) enviou à Itália um único pedido de extradição, mas a Justiça italiana decidiu separar os casos. Com isso, ainda há outro procedimento em tramitação, sem data definida para decisão final.
Quando forem esgotadas as vias judiciais, o processo ainda deverá passar pelo ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio, que poderá emitir parecer favorável ou contrário à extradição. O prazo para manifestação é de 45 dias a partir da publicação do acórdão da Justiça.
Brasil e Itália mantêm tratado recíproco de extradição desde 1993. O acordo prevê que os dois países podem entregar pessoas procuradas pela Justiça para responder a processos ou cumprir pena restritiva de liberdade.
No caso de Zambelli, a situação jurídica permanece indefinida, já que uma das frentes foi anulada pela Suprema Corte italiana, mas outra ainda segue em análise.
A ex-deputada estava presa em uma unidade nos arredores de Roma que abriga mulheres em regimes de segurança média e alta. O presídio, segundo informações do sistema penitenciário italiano, enfrenta problemas de superlotação e déficit de funcionários.
Com a decisão da Suprema Corte de Cassações, a defesa de Zambelli obteve uma vitória relevante na Itália. No entanto, o futuro jurídico da ex-parlamentar ainda depende do andamento do segundo processo e da eventual manifestação do Ministério da Justiça italiano.
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