

Auditor é afastado de cargo de chefia após operação que investiga acesso ilegal a dados do STF | Foto: reprodução
19 de fevereiro de 2026 – A Receita Federal do Brasil afastou, nesta quinta-feira (19), o auditor fiscal Ricardo Mansano de Moraes de um cargo de chefia na Delegacia do órgão em Presidente Prudente, no interior de São Paulo. A decisão ocorre após o servidor ser alvo de uma operação que investiga suposto acesso ilegal a dados sigilosos de ministros do Supremo Tribunal Federal e de parentes.
Ricardo Mansano ocupava a função de chefe da Equipe de Gestão do Crédito Tributário e do Direito Creditório. A dispensa foi publicada no Diário Oficial da União, assinada pela chefia local da Receita, sem apresentar justificativa formal.
>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ <<<
Na terça-feira (17), o auditor foi alvo de mandado de busca e apreensão autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes. A principal suspeita é de que ele teria acessado indevidamente dados de uma enteada do ministro Gilmar Mendes, também integrante da Suprema Corte.
Segundo informações da investigação, o servidor já teria sido ouvido internamente pela Receita e alegou que, em novembro do ano passado, acessou dados de uma pessoa que acreditava ser ex-mulher de um amigo — o que, ainda assim, não é permitido pelas normas de sigilo fiscal.
Em nota, a defesa de Ricardo Mansano afirmou que ainda não teve acesso à decisão judicial que autorizou a operação. Os advogados sustentam a idoneidade do auditor e ressaltam que ele possui “reputação ilibada”, sem histórico de faltas funcionais ao longo da carreira no serviço público.
A defesa também pediu cautela na condução do caso, destacando a importância do devido processo legal e alertando para os riscos de julgamentos precipitados ou midiáticos antes da conclusão das apurações.
A operação foi deflagrada pela Polícia Federal, a partir de representação da Procuradoria-Geral da República, e autorizada pelo STF. Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão contra servidores públicos em três estados.
As investigações buscam esclarecer se houve quebra ilegal de sigilo fiscal envolvendo ministros do Supremo e familiares, sem autorização judicial. Além das buscas, foram determinadas medidas cautelares, como afastamento do exercício da função pública, monitoramento por tornozeleira eletrônica, cancelamento de passaportes e proibição de saída do país.
Os mandados foram cumpridos em cidades dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, incluindo São José do Rio Preto, Guarujá e Salvador.
Leia também | Dino proíbe novas leis que criem “penduricalhos” acima do teto constitucional
Tags:
Receita Federal do Brasil, Polícia Federal, STF, Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, sigilo fiscal, vazamento de dados, operação da PF, auditor fiscal, serviço público, investigação federal, justiça brasileira, Brasília, Portal Terra Da Luz