

Ausência de regulamentação específica no Brasil exige que empresas redobrem a cautela | Imagem: reprodução
16 de setembro de 2025 — O uso da Inteligência Artificial (IA) deixou de ser uma tendência futurista para se tornar uma realidade em empresas de todos os portes. No entanto, junto com os avanços, surgem questionamentos cruciais: quem é juridicamente responsável quando uma decisão tomada por um sistema de IA causa prejuízos ou danos? Essa discussão, que antes parecia distante, ganha força no cenário empresarial brasileiro, especialmente devido à falta de uma legislação específica sobre o tema.
De chatbots que fornecem informações equivocadas a sistemas de análise de dados que podem resultar em discriminação algorítmica, os riscos são diversos e reais. De acordo com a Dra. Carolina Parente, sócia da Parente Advogados, o entendimento jurídico atual tende a responsabilizar a empresa que utiliza a tecnologia, mesmo que o erro tenha partido do sistema. “Isso significa que os empresários precisam investir em compliance digital, revisão contratual e boas práticas para mitigar riscos”, explica.

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Para a especialista, o grande desafio das empresas está em equilibrar a inovação proporcionada pela IA com a necessária segurança jurídica. “A Inteligência Artificial é uma ferramenta poderosa para a competitividade, mas não pode ser adotada sem uma análise prévia dos impactos legais. A gestão de riscos deve andar lado a lado com a implementação tecnológica”, ressalta Dra. Carolina.
Com a rápida expansão da IA em setores como saúde, finanças, varejo e recursos humanos, a criação de parâmetros legais claros é urgente. Enquanto isso não acontece, caberá às empresas se anteciparem, ajustando contratos, treinando equipes e adotando políticas robustas de governança digital que assegurem transparência e responsabilidade perante clientes, parceiros e o mercado.
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Tags: Inteligência Artificial, Responsabilidade Jurídica, Direito Digital, Compliance, Tecnologia, Inovação, Risco Legal, Empresas, Regulamentação, IA no Brasil