

Ruínas de templo de 2.200 anos descobertas no norte do Sinai revelam estrutura única ligada ao culto religioso | Foto: Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito
19 de abril de 2026 – Arqueólogos no Egito anunciaram a descoberta de um templo com cerca de 2.200 anos dedicado ao deus Pelúsio, localizado no sítio arqueológico de Tell el-Farma, na antiga cidade de Pelúsio, no norte da península do Sinai.
A estrutura, considerada única, apresenta características arquitetônicas incomuns e pode trazer novas interpretações sobre o papel religioso e cultural da região no mundo antigo.
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O templo tem como principal elemento uma bacia circular de aproximadamente 35 metros de diâmetro, cercada por canais de drenagem conectados a um braço do rio Nilo. No centro da construção, foi identificada uma base quadrada que, segundo especialistas, pode ter sustentado uma estátua monumental da divindade.
De acordo com o chefe do Setor de Antiguidades Egípcias, Mohamed Abdel Badie, a bacia era preenchida com água carregada de lodo, em referência simbólica ao deus Pelúsio.
“A enorme bacia era preenchida com água carregada de lodo do rio, em uma referência simbólica à divindade”, explicou.
Segundo o secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, Hisham El-Leithy, o templo evidencia a relevância da cidade de Pelúsio como centro de difusão cultural e religiosa.
Ele destaca que o projeto arquitetônico combina elementos egípcios tradicionais com influências helenísticas e romanas, indicando a integração de diferentes culturas ao longo dos séculos.
A descoberta é resultado de seis anos de escavações conduzidas pelo Conselho Supremo de Antiguidades. Inicialmente, os pesquisadores acreditavam que a estrutura poderia ser um edifício civil, como um antigo Senado da cidade.
No entanto, estudos posteriores revelaram tratar-se de uma instalação de caráter religioso, possivelmente utilizada de forma contínua entre o século II a.C. e o século VI d.C.
“O edifício não era uma estrutura civil, mas sim uma instalação de água sagrada ligada a rituais religiosos”, explicou o supervisor da missão, Hisham Hussein.

O ministro do Turismo e Antiguidades do Egito, Sherif Fathy, destacou que a descoberta reforça a importância arqueológica do norte do Sinai.
Segundo ele, a região ainda possui inúmeros sítios promissores que podem ampliar o conhecimento sobre civilizações antigas.
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