

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, classificou as ações como “as maiores da história contra o crime organizado” | Foto: José Cruz/Agência Brasil
28 de agosto de 2025 – Em uma ação inédita no combate ao crime organizado, três operações deflagradas hoje (28) bloquearam e sequestraram mais de R$ 3,2 bilhões em bens e valores, além de cumprir mais de 400 mandados judiciais, em pelo menos oito estados. As investigações apontam que organizações criminosas movimentaram aproximadamente R$ 140 bilhões por meio do setor de combustíveis.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, classificou as ações como “as maiores da história contra o crime organizado”, reforçando a necessidade de se aprovar a PEC da Segurança Pública, que tramita no Congresso Nacional.
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Participaram das ações duas operações da Polícia Federal — Quasar e Tank — e uma do Ministério Público de São Paulo, denominada Carbono Oculto, todas com apoio da Receita Federal.
Segundo o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, houve intensa coordenação entre os órgãos, com ênfase em investigar lavagem de dinheiro, fraudes fiscais e a atuação de empresas de fachada.
No âmbito da PF:
A subsecretária de fiscalização da Receita Federal, Andrea Chaves, revelou que no esquema Carbono Oculto o crime organizado atuou da importação ao consumidor final, incluindo a cadeia produtiva dos combustíveis. O grupo utilizava instrumentos sofisticados como fintechs que operavam como bancos paralelos, movimentando R$ 52 bilhões em cerca de 1.000 postos em mais de 10 estados. A Justiça Federal autorizou o bloqueio de até R$ 1,2 bilhão.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou que a operação foi resultado de trabalho conjunto iniciado em 2023 para decifrar fraudes estruturadas com mecanismos financeiros sofisticados. Participaram mais de mil servidores federais e estaduais na operação, que também identificou um esquema que incluía refinarias, círculos financeiros e uma vasta rede logística com mais de mil caminhões prontos para trafegar combustível adulterado.
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