

De acordo com uma análise da PwC, usuários de medicamentos para emagrecer reduzem seus gastos com supermercados entre 6% e 8% durante o primeiro ano de uso | Foto: reprodução
02 de novembro de 2025 – Os medicamentos para perda de peso, como Mounjaro, Ozempic e Wegovy, estão provocando uma revolução silenciosa que vai além da balança. O que começou como uma solução médica para diabetes e obesidade agora está reconfigurando o comportamento de consumo, os hábitos alimentares e até as prioridades de compra das pessoas — com impactos profundos na economia mundial.
O interesse por esses fármacos cresce em ritmo mais acelerado que o de inovações tecnológicas como o iPhone. Mas, ao contrário das disrupções digitais, essa transformação é fisiológica, nascida da biologia e espalhada para setores como alimentação, moda, beleza, turismo e bem-estar.
>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ <<<
De acordo com uma análise da PwC, usuários de medicamentos para emagrecer reduzem seus gastos com supermercados entre 6% e 8% durante o primeiro ano de uso. Isso ocorre porque o apetite diminui, levando naturalmente a um consumo menor de alimentos.
No entanto, a economia obtida nas compras de comida está sendo realocada para outras categorias, como moda, lazer e experiências. Os gastos totais dos lares caem apenas de 2% a 3%, mostrando que as pessoas não estão apenas comprando menos — estão comprando diferente.
As mudanças também aparecem nas roupas e na rotina de exercícios. Cerca de seis meses após o início do tratamento, há um aumento de 4% a 5% nos gastos com vestuário. Os usuários buscam peças mais ajustadas e esportivas, refletindo uma confiança renovada e o desejo de expressar um novo corpo e identidade.
O mesmo acontece com o fitness: cresce o número de inscrições em academias, compras de equipamentos esportivos e até o interesse em turismo de bem-estar. A perda de peso e o ganho de autoestima impulsionam um movimento cultural que valoriza saúde, autocuidado e propósito.
Os novos hábitos alimentares estão mudando o mercado. O consumo de fast food e snacks caiu significativamente, enquanto aumentam as idas a restaurantes com experiências gastronômicas completas, onde o foco está na qualidade e na socialização.
Essa transformação chega até o turismo: retiros de bem-estar, spas e viagens fitness estão em alta, e até companhias aéreas já avaliam que a redução média do peso corporal dos passageiros pode gerar economia de combustível — um reflexo curioso da nova economia do corpo leve.
Estudos com quase 100 mil lares mostram que 14% das famílias já utilizam algum medicamento para emagrecimento, e outros 24% considerariam fazê-lo se os custos diminuírem ou surgirem versões em pílula. Além disso, essas drogas estão sendo adaptadas para tratar fertilidade, vícios e doenças cardíacas, o que amplia ainda mais o alcance.
Empresas de moda, beleza, seguros, turismo e entretenimento já começam a sentir os impactos. Até plataformas de namoro digital estão se ajustando a novas formas de autoimagem e relacionamento.
Especialistas afirmam que executivos e marcas devem se preparar para uma mudança estrutural no consumo global. Isso envolve:
Empresas que entenderem rapidamente como essa transformação biológica altera o comportamento humano estarão à frente da curva.
Os medicamentos para emagrecer não são apenas uma tendência médica — são o gatilho de uma mudança social e econômica em escala global. Eles estão redefinindo prioridades, remodelando setores e criando novas oportunidades de negócio.
A pergunta que fica é: sua organização vai se adaptar e liderar essa nova era, ou ficará para trás?
Leia também | Pigossi e Candiotto conquistam título de duplas no WTA 125 de Cali
Tags: Ozempic, Wegovy, remédios para emagrecer, medicamentos para perda de peso, economia do consumo, comportamento do consumidor, emagrecimento, Harvard Business Review, saúde e bem-estar, mudanças de hábitos, indústria farmacêutica, fitness, moda e estilo de vida, turismo de bem-estar, autocuidado, nova economia, tendências globais, obesidade, tecnologia e consumo, transformação do varejo, hábitos alimentares, Portal Terra da Luz